Feira de Santana

Engenheiro eletricista orienta sobre os cuidados que as pessoas devem ter com instalações elétricas

O profissional também destacou sobre o superaquecimento de determinados equipamentos elétricos.

10/05/2022 16h29, Por Gabriel Gonçalves

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Gabriel Gonçalves

Na madrugada da última segunda-feira (9), uma casa localizada na Rua Leolinda Bacelar, bairro Ponto Central em Feira de Santana, foi incendiada após um possível curto-circuito na tomada do ventilador que estava no quarto do casal de idosos.

O cachorro da família, 'Bob', percebeu o incêndio no quarto e pegou um pedaço de tecido fumaçando e foi até o quarto da cuidadora de idosos, Luciene, para alertá-la sobre o que estava acontecendo. Após constatar o incêndio, a cuidadora, que é técnica de enfermagem, socorreu os idosos, tirando-os de dentro de casa, e chamou o Corpo de Bombeiros.

Por conta deste fato, o Acorda Cidade buscou informações e orientações que as pessoas devem ter com relação às instalações elétricas, e utilização adequada dos equipamentos elétricos, com o engenheiro eletricista André Lima.

O que é um curto-circuito?

Segundo o engenheiro, quando dois cabos elétricos que não estão com a proteção se encontram, geram um arco elétrico podendo ocasionar um incêndio.

"Trazendo para a prática do dia a dia, quando você tem uma instalação elétrica, seja ela residencial ou comercial, quando dois condutores, dois cabos elétricos se encontram instantaneamente, gera este curto-circuito, gera um arco elétrico e por consequência, pode incendiar como infelizmente aconteceu recentemente aqui em nossa cidade de Feira de Santana. Um curto-circuito ocorre em condições de instalação elétricas inadequadas, seja em uma concepção da construção ou da sua manipulação", explicou.

Quais as principais causas de um curto-circuito?

De acordo com André Lima, é necessário que o proprietário da residência ou do estabelecimento comercial, sempre realize manutenções, como trocas do sistema elétrico. A falta da manutenção, provoca ressecamento nos cabos.

"Quando a gente faz uma construção, os cabos eles não devem ficar para o resto da vida sem passar por uma manutenção e até trocas. Ao longo dos anos, as tecnologias vão mudando, os condutores vão sendo melhorados, e estes cabos possuem um tempo de vida útil, isso pode ocorrer um ressecamento dos cabos. A gente sabe que eles são revestidos por uma capa que faz a isolação dele, há casos desse recobrimento dele ressecar e os cabos se encostam, e geram os curto-circuito. Outras ocasiões, são as instalações elétricas inadequadas e com cabos ou de baixa qualidade ou sobredimensionados. O que é isso? Era um condutor para ter uma determinada bitola de espessura, e por conta de um dimensionamento errado, ele ficou mais fino. O que ocorre ele? Ele começa a superaquecer, aquele recobrimento derrete e há um contato elétrico entre a parte metálica, e quando há risco de contato, há o curto-circuito ou consequência de incêndio", pontuou.

Utilizar equipamentos antigos gera curto-circuito?

Segundo o engenheiro, além dos equipamentos antigos, é importante evitar superaquecimento em redes que não são dimensionadas para receber a devida carga de eletricidade.

"Não só eletrodomésticos antigos, como também eletrodomésticos que não estão dimensionados para aquele circuito elétrico. Exemplos: ferros elétricos, chuveiros, micro-ondas, esses equipamentos no momento eles que são utilizados, eles possuem um consumo elétrico muito alto, então os circuitos eles devem estar ligados, eles devem estar dimensionados para corrente elétrica daqueles equipamentos. Com relação aos equipamentos antigos, eles tendem a ter uma probabilidade de gerar um curto-circuito ou superaquecimento dos condutores onde são ligados, mesmo porque os plugues que são as tomadas. às vezes estão desgastados ou não estão mais dimensionados para o que a gente tem hoje dos novos padrões", informou.

Com relação ao ventilador, possível causador do incêndio na casa, o engenheiro, André Lima, explicou que o equipamento pode ser uma das causas, mas somente a perícia poderá afirmar.

"Pode ter acontecido isso, mas imaginemos um ventilador que está velho ou superdimensionado para aquela tomada. A gente não sabe as condições daquela instalação, mas pode sim ter sido o causador. Vamos imaginar, partindo do princípio que este ventilador estivesse com problemas de ordem elétrica, onde durante o período que ele estava ligado, começou a superaquecer o contato dele com a tomada. Esses cabos se derreteram e acontece aquilo que eu falei anteriormente, o recobrimento do condutor derrete, ele pode ter sido sim o causador do incêndio, mas isso aí obviamente é através de uma perícia que pode ser apurado, se foi o ventilador ou se foram as instalações elétricas", destacou.

Ainda de acordo com o especialista, é necessário que as pessoas procurem profissionais capacitados para realizar qualquer tipo de serviço, seja em residência ou local comercial.

"Eu como engenheiro eletricista, já fui da inspetoria do Crea, a gente sempre tem o cuidado de orientar para que as empresas e as pessoas que venham contratar um profissional, que ele seja habilitado, que ele tenha passado por uma certificação técnica preferencialmente se for engenheiro, tem que ter o Crea, e os técnicos são certificados, eles possuem um conselho onde eles também tem a sua certificação para exercer a função. Sempre forem fazer uma instalação elétrica, seja uma reforma, seja uma nova instalação, consulte um profissional habilitado preferencialmente uma empresa, porque normalmente obras sejam elétricas, civis e hidráulicas, elas são cobertas através de um seguro, quando isso é feito através de uma empresa e danos eventualmente causados em detrimentos daqueles serviços, o seguro pode cobrir. Então sempre busquem um profissional habilitado e qualificado para suas instalações elétricas", concluiu.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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