Música

Das coisas que aprendi nos discos: Diana Pequeno – Eterno como areia, 1979

Diana Pequeno é uma cantora baiana, viveu em Salvador boa parte da vida e se destacou no final da década de 70 nos festivais de música brasileira.

19/12/2020 14h50, Por Rachel Pinto

image image image image image

Compartilhe essa notícia

image image image image image

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Acorda Cidade

Por Carlos H. Kruschewsky*

.
"Eu vim da paineira do cerrado
da cascata e da cachoeira
vim do campo esverdeado
e da estrada só poeira"
.
Este é um LP que guardo como herança de família. Mais um disco de que me recordo de escutar por influência de meu pai e minha mãe, quando criança. Meu pai gostava bastante desta artista e acho que meu gosto musical foi sendo moldado sob a exposição das coisas que ia escutando na infância. Um processo tão acertado que tento replicar com minha filha, na intenção de ajudar na formação musical dela.

É curioso, as vezes nem é pelo fato de gostar da musicalidade que acabo ouvindo um disco ou outro, mas como forma de me reconectar com lembranças de outros tempos. Me lembro bastante de "A resposta está no ar" versão interpretada por Diana para a música Blowin in the wind, do Bob Dylan, que, por sinal, não está neste disco.

Diana Pequeno é uma cantora baiana, viveu em Salvador boa parte da vida e se destacou no final da década de 70 nos festivais de música brasileira. Gravou seu primeiro disco aos 19 anos pela RCA, uma influente gravadora da época. Sua musicalidade tinha uma pesada influência de baladas românticas, musica medieval, africana e oriental. Chegou a musicar poemas de Mário Quintana e Cecília Meireles.

Artista frequente nos festivais, em 79 foi para a final do festival de música da extinta TV Tupi (pré-Globo) com a canção "Facho de Fogo", presente neste LP. De repente, Diana desapareceu do cenário musical. Apenas pessoas muito próximas souberam o porquê. Dizem que ela acabou assumindo a carreira de Engenheira Elétrica e hoje mora no Rio de Janeiro. Sua última aparição pública foi no festival "Pelourinho Dia e Noite", em 2005. Fica aqui essa homenagem.
.
Melhores Faixas:
.
• Esse Mar Vai Dar na Bahia
• Facho de Fogo
• Cantiga de Amigo

.
*Carlos H. Kruschewsky é psicólogo, psicanalista, presidente do Dragornia Moto Club, BeerSommelier, Homebrewer, sócio da Dragornia Cervejaria e Colecionador de Discos. Instagram: @sr.ck @dragornia

Leia também:

Das coisas que aprendi nos discos: Alucinação – Belchior, 1976

Das coisas que aprendi nos discos: As Quatro Estações – Legião Urbana, 1989

Das coisas que aprendi nos discos: Mamonas Assassinas, 1995

Das coisas que aprendi nos discos: Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band – The Beatles, 1967

Das coisas que aprendi nos discos: Krig-ha, Bandolo! – Raul Seixas, 1973

Das coisas que aprendi nos discos: Appetite for Destruction – Guns n' Roses, 1989

Das coisas que aprendi nos discos: Paulo Diniz – Paulo Diniz, 1985

Das coisas que aprendi nos discos: Dire Straits – Dire Straits, 1978

Das coisas que aprendi nos discos: Ideologia – Cazuza, 1988

Das coisas que aprendi nos discos: The Beatles – The Beatles, 1968 

Compartilhe essa notícia

image image image image image image

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Captcha

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Mais Notícias

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

image

Rádio acorda cidade