Economia

Coworking cresce e impulsiona mercado imobiliário

Especialista do Senac EAD destaca que escritórios compartilhados promovem a captação de clientes e incentivam parcerias e novos negócios

26/03/2019 às 14h39, Por Maylla Nunes

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Os escritórios compartilhados, mais conhecidos como coworking, estão bem próximos de se consolidar no mercado. Esse formato se tornou a alternativa ideal para profissionais que precisam otimizar custos na locação de um espaço, por exemplo. Segundo dados do censo da Coworking Brasil, os escritórios compartilhados movimentaram R$ 127 milhões no país em 2018 – um aumento de 57% em relação ao ano anterior. O número de espaços cresceu 48% – de 810 para 1.194 unidades, enquanto a quantidade de estações de trabalho chegou a 88 mil em 2018 – um aumento de 57% ante 2017. O estado com maior número de coworkings é São Paulo. Bahia está em 9º lugar segundo o levantamento, com 34 desses espaços.

O coworking atende à crescente demanda por espaços reduzidos e econômicos. A proposta é ideal para empreendedores de pequenos negócios, profissionais envolvidos com startups, freelancers, além daqueles que necessitam de mais flexibilidade para uso de escritórios para além das estruturas tradicionais. Para Izidro Ceolin Filho, coordenador do curso Técnico em Transações Imobiliárias do Senac EAD, esse modelo estimula a rotatividade dos estabelecimentos comerciais e diminui a chance de ficarem ociosos. Esse tipo de escritório, segundo o especialista, contribui para o networking entre profissionais alocados em um mesmo espaço. “Vejo com otimismo o coworking, pois o formato promove a captação de clientes, incentiva parcerias e novos negócios”, observa.

Assim como diversos segmentos, o próprio mercado tem contribuído com o crescimento do coworking. Segundo Izidro, há, hoje, a venda de franquias imobiliárias para pessoas físicas, onde o corretor pode ter o seu ambiente de trabalho independente da imobiliária. O franqueado pode utilizar o sistema de relacionamento com o mercado da franquia via internet, além de contar com o suporte da rede. “Em nosso ramo de atuação, as necessidades não são muito diferentes da de outros profissionais autônomos, uma vez que muitos corretores não precisam de uma estrutura fixa para trabalhar”, completa.

Além de ser indicado para quem quer ingressar no mundo do trabalho, a procura pelo curso Técnico em Transações Imobiliárias do Senac EAD cresce por atrair o interesse de profissionais com formação em outras áreas. Por ser a distância, a opção oferece flexibilidade ao aluno e pode ser facilmente conciliado com outras tarefas cotidianas.

O curso registrou um aumento de 20% no número de matrículas em 2018, e a expectativa é de que, neste ano, haja um crescimento de 30%. “Essa opção se tornou uma boa alternativa para quem deseja ampliar seus ganhos ou dar um novo rumo na sua vida profissional. O trabalho como corretor imobiliário pode ser conciliado com outras tarefas, pois costuma ter um horário flexível e gerar ganhos acima do mercado”, avalia o especialista do Senac EAD.

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