Saúde

Coronavírus e obesidade infantil: saiba como a doença afeta crianças e adolescentes

Confira algumas orientações da especialista sobre o Covid-19 e a obesidade infantil

03/06/2020 às 14h15, Por Maylla Nunes

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A pandemia do coronavírus desestabilizou a rotina de grande parte da população, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Sabemos que idosos, pessoas com diabetes e hipertensas fazem parte do grupo de risco, porém, há algumas dúvidas entre os pacientes que sofrem com obesidade, por apresentarem algumas complicações que envolvem os fatores de risco para a contaminação do Covid-19, como a diabete e a hipertensão, e isso inclui também crianças e adolescentes.

“O excesso de peso tem relação com outras doenças frequentes nos pacientes que estão no grupo de risco do coronavírus, são elas: a diabetes mellitus e hipertensão arterial, e não podemos esquecer que a obesidade atinge cerca de 100 milhões de crianças ao redor do mundo”, aponta a Dra. Thatiane Mahet, pediatra com especialização em imunologia, alergia e nutrição infantil. Confira algumas orientações da especialista sobre o Covid-19 e a obesidade infantil:

Crianças com obesidade têm maior risco de desenvolver complicações da Covid-19?

A obesidade grave, associada a comorbidades tem correlação com diabetes mellitus e hipertensão arterial. Recomenda-se maior rigor nas medidas de prevenção contra a Covid-19 em pacientes com obesidade grave. Além de que, a obesidade pode dificultar a realização de exames de imagem, a respiração, intubação traqueal e o cuidado de enfermagem, aumentando assim, o risco de complicações por infecções respiratórias, como é o caso do coronavírus.

Recomendações para os pais ou responsáveis sobre alimentação:

As crianças estão sofrendo grande impacto com a pandemia do coronavírus, o isolamento social além de mexer com a rotina deles, desestabilizou também o emocional e a alimentação dos pequenos, por isso, os pais devem ter um cuidado ainda maior com alimentação das crianças dentro de casa. Mantenha orientações nutricionais e limite a compra de alimentos industrializados como: batata frita, refrigerante, pizza, biscoitos e sorvete. Uma ótima opção é deixar refeições prontas ou pequenos lanches saudáveis para eles terem opções quando a fome bater.

Alerta para a rotina dos pequenos:

A restrição das tarefas presenciais das crianças, como ir à escola, passear no parque, ou ir até a casa de um amigo, são alguns dos exemplos de atividades que não estão sendo possível realizar durante a quarentena. Com mais tempo em casa, as crianças e os adultos tendem a comer mais, o que é extremamente perigoso numa casa onde há uma criança obesa. Os pais devem criar uma rotina para a criança que vise prevenir escapes em seu dia que sejam preenchidos com a comida, e não esquecer de fazer as refeições nos horários certos, crie horários para café da manhã, almoço e jantar.

O diálogo é muito importante durante o isolamento:

O tempo em casa pode fazer com que as crianças sintam a necessidade de abdicar de suas tarefas. Por isso, defina horários para o uso saudável das telas, evitando ultrapassar os limites e deixe claro que o momento não é de férias e sim de uma situação momentânea, na qual as atividades cotidianas devem ser cumpridas. É essencial que as crianças e adolescentes tenham espaço e liberdade para expressarem suas dúvidas e medos e, caso persista alguma, os pais devem procurar alguém da equipe médica, como o pediatra da criança.

  

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