
Trabalhadores da Coelba realizaram uma assembleia na manhã desta segunda-feira (5), na subestação da empresa localizada na Avenida Maria Quitéria, em Feira de Santana. O encontro teve como pauta a falta de contingente, melhores condições de trabalho e a análise da última proposta apresentada pela empresa durante a campanha salarial.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia) e coordenador da campanha salarial, Gilberto Santana, a assembleia foi deliberativa e teve como objetivo avaliar a proposta patronal, que, segundo ele, não atende às reivindicações da categoria.
“Essa é uma assembleia deliberativa, onde os trabalhadores estão apreciando a última proposta da empresa, que colide com os nossos interesses e fere o direito à saúde, criando regras expulsatórias e penalizando trabalhadores afastados e aposentados”, afirmou.
Gilberto também criticou o posicionamento da empresa diante de seus resultados financeiros.

“É paradoxal uma empresa que registra cerca de R$ 1,8 bilhão de lucro líquido se negar a atender uma pauta social básica, como saúde, educação e qualidade de vida para seus trabalhadores”, disse.
Entre as reivindicações estão melhorias no plano de saúde, auxílio educação para filhos dos trabalhadores, ganho real no salário e melhores condições de trabalho. Segundo o sindicato, dos quatro pontos considerados centrais na negociação, apenas um foi atendido pela empresa.
“A Coelba manteve a essência do acordo anterior, mas dos quatro itens do núcleo da pauta, ela só atendeu o abono pago em forma de ticket alimentação. Não atendeu o plano de saúde, o auxílio dependente para filhos em idade escolar, nem o sistema de rotatividade para trabalhadores de linha viva”, explicou Gilberto.

A assembleia contou com a participação de trabalhadores administrativos, de campo, de turno e de áreas operacionais. O dirigente sindical destacou a importância do setor elétrico e cobrou mais valorização da categoria.
“Nós lidamos com um serviço essencial. As pessoas estão em casa, nos hospitais e nas indústrias porque existe energia. Mesmo assim, nossa mão de obra vem sendo banalizada, e precisamos chamar a atenção da sociedade para que ela não seja precarizada”, ressaltou.
Em relação ao reajuste salarial, Gilberto informou que o percentual já está definido.
“O reajuste pelo INPC, de 5,10%, está pacificado. O que estamos tentando construir agora é a pauta social, que trata de direitos como saúde, educação e qualidade de vida”, afirmou.
As assembleias dos trabalhadores da Coelba estão sendo realizadas em todo o estado e devem seguir até o dia 16, quando novas deliberações poderão ser tomadas pela categoria.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade
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