Em um ritmo cada vez menos previsível, centenas de brasileiros tomaram as ruas nos últimos dias para manifestações que tiveram como marco inicial o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo. O estopim, na verdade, tornou-se apenas a faísca que faltava para transbordar sentimentos distintos e, por vezes, disformes. Ainda assim, no meio das mobilizações, partidos políticos encontram espaço para discordar sobre a participação de representantes com bandeiras das legendas em punho. A discussão foi levantada a partir de uma nota de apoio à mobilização que aconteceu nesta terça-feira (18), em Camaçari, remetida por um vereador do DEM. Citado por apropriação indevida da mobilização, o próprio diretório municipal apressou-se em desmentir a situação. Porém, o caso abriu brecha para o debate se existe alguma legenda apta a se apresentar como organizadora das manifestações nas principais cidades brasileiras e que começam a encontrar eco em municípios como Paulo Afonso, Valença e Jequié. Para o deputado estadual Paulo Azi, presidente estadual do DEM, a declaração sobre Camaçari “não se trata de apropriação, mas de apoio à manifestação”. 

Na opinião dele, é natural o comportamento dos filiados ao DEM de participarem das manifestações, apesar de ponderar que os movimentos “deixam a classe política numa situação desconfortável”. “Os questionamentos presentes no movimento são feitos há muito tempo pela oposição. É hora dos governos reavaliarem suas prioridades”, critica o democrata, que ainda alfineta: “O PT e o PCdoB que sempre se utilizaram dos movimentos para atingir seus objetivos”. No mesmo tom, o presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, rebate o comentário de Azi. “O DEM é originário da Arena, do PDS e do PFL, que nutriram a ditadura e trataram movimentos sociais como caso de polícia. Não combina a participação deles”, argumenta Paulo. Segundo ele, as manifestações consolidam a democracia brasileira, que vive um momento de maturidade. “Defendemos o livre direito de manifestação. O país está mudando, sim. Está distribuindo renda, gerando mais empregos, ofertando mais vagas nas universidades. Mas há gargalos, como a reforma política”, avalia o petista, ao sugerir que as manifestações são “próprias da democracia”. As informações são do Tribuna da Bahia.

Dilton e Feito

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.