Entenda o caso: em 2014, quando as doações de campanha por empresas ainda eram legais, 338 candidatos disputaram na Bahia as 39 vagas de deputado federal e 672, as 63 de deputado estadual. Somados, dá 1.010 candidatos, cada um com sua campanha. No Brasil, 18 mil candidatos custaram R$ 19,79 bilhões, segundo dados do TSE (sem contar o caixa-dois, óbvio). De onde tirar dinheiro para bancar a farra em 2018? Não tem, sem falar que o modelo adotado ano passado escancarou as porteiras para dinheiro inclusive do crime organizado. Na audiência pública que a Comissão da Reforma Política realizou ontem pela manhã na Assembleia, ficou claro que em 2018 o jogo vai mudar. E o caminho que o relator da reforma, deputado Vicente Cândido (PT-SP), vai adotar é o voto em lista transitório para 2018 e 2022, para em 2026 se implantar o sistema distrital misto. – E a Lava Jato com suas delações não pode prejudicar a reforma política? – Não. Até ajuda. Estamos fazendo a reforma por necessidade. Ou vai ou racha.

Sem consenso — É óbvio que quando se fala em reforma política o único consenso é que não há consenso. Veja o deputado Zé Rocha (PR), que estava ontem na audiência: – Sou contra o voto em lista. Vão botar o pai, a mãe, o filho e o neto na lista. Mas é certo que tem muita gente que está se ensaiando hoje conforme as regras tradicionais, e as regras serão outras.

Voto obrigatório — Um ponto é quase consenso: se houver um plebiscito para o povo dizer sim ou não à obrigatoriedade do voto, com certeza o não ganha. Mas no Congresso dá o sim. A convicção é a de que, se o voto não for obrigatório, se abrirá espaço para outro tipo de corrupção, a compra do interesse do eleitor por votar. As informações são da coluna tempo Presente, do A Tarde. 

Dilton e Feito

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.