O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu às críticas direcionadas ao acordo de delação premiada que, depois de flagrar o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em situações suspeitas, resultou em liberdade e autorização de viagem para o exterior aos delatores envolvidos – os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS (Friboi), entre outros. Janot rebate as críticas de que a colaboração judicial foi extremamente vantajosa para os irmãos Batista, que inclusive lucraram – mediante informação privilegiada, segundo as investigações, repassada secretamente por Temer – com a alta do dólar decorrente do noticiário negativo para o governo. Temer, é acusado, entre outras questões, de obstrução da Operação Lava Jato e associação criminosa. Em artigo intitulado “O falso dilema de um bom acordo”, originalmente publicado no Portal UOL, o procurador-geral defende os termos da ação coordenada. “Quanto valeria para a sociedade saber que a principal alternativa presidencial de 2014, enquanto criticava a corrupção dos adversários, recebia propina do esquema que aparentava combater e ainda tramava na sorrelfa para inviabilizar as investigações? Até onde o país estaria disposto a ceder para investigar a razão pela qual o Presidente da República recebe, às onze da noite, fora da agenda oficial, em sua residência, pessoa investigada por vários crimes, para com ela travar diálogo nada republicano?”, questiona Janot, mencionando ainda acusações sobre os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. “Que juízo faria a sociedade do MPF [Ministério Público Federal] se os demais fatos delituosos apresentados, como a conta-corrente no exterior que atendia a dois ex-presidentes, fossem simplesmente ignorados?”, acrescenta. Da ação coordenada sob responsabilidade da força-tarefa da Operação Lava Jato, Procuradoria-Geral da República (PGR) à frente, alguns efeitos imediatos: afastamento de Aécio de seu mandato parlamentar e prisão de sua irmã, Andréa Neves, e de um de seus primos; investigação formal de Temer por corrupção, associação criminosa e obstrução de Justiça; e afastamento também do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil em dinheiro. Leia o texto na íntegra no Congresso em Foco.
Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalÃstica. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veÃculos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.
Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalÃstica. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veÃculos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.