brincadeiras de criança - freepik
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O mês de janeiro está chegando e com ele chega mais uma responsabilidade aos pais e responsáveis pelas crianças em trazer experiências de bem-estar e aprendizado em uma época em que, comumente, todo mundo só quer mesmo é descansar da rotina exaustiva do ano.

Para além das telas, as férias escolares são o momento propício para intensificar a relação entre pais e filhos, desacelerando a rotina, exercitando a comunicação e criando memórias afetivas. Ao Acorda Cidade, a psicóloga Laiana Passos trouxe dicas para as famílias driblarem a dependência das telas, criando momentos de qualidade com os pequenos.

“Não desregulem as rotinas das crianças de forma completa, mas mantenham uma rotina de leitura, de ter um passeio em família, de promover atividades que a família vai para o chão, façam jogos, brinquem juntos, passeiem, o que a gente chama realmente de tempo de qualidade, em que os pais e as famílias vão estar juntos e brincando ali cooperativamente.”

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Em Feira de Santana, por exemplo, existem alguns espaços que podem ser indicados para levar a família, como os Parques da Lagoa e o da Cidade, espaços onde se pode sair da rotina, brincar em grupo e aproveitar a natureza.

Entre as indicações de Laiana, estão espaços ao ar livre, leituras e jogos interativos nas férias.

Criançada de férias? Entenda a importância de dar atenção aos pequenos mesmo em período de descanso
Laiana Passos | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“A gente vive muito corrido e muitas vezes não tem esse contato com a natureza. Aproveitar realmente os locais que temos na nossa cidade, mas promover aquilo que as famílias não conseguem no cotidiano. Então, um lazer, sair, momentos ao ar livre.”

🛝É preciso driblar as telas, criança é cuidado 24h

Segundo a psicóloga, as relações familiares e a forma como a rotina dos adultos se molda têm grande impacto na vida das crianças. Por isso, criar memórias afetivas longe das telas é fundamental para trazer bem-estar na rotina de todos. Inclusive, os aparelhos ainda seguem sendo o pior desafio das famílias.

“Estamos construindo memórias afetivas e a gente não constrói memórias por meio de telas, de tablet, de celular, de televisão. A gente constrói por meio do vínculo, de estar ali, de estar presente nas trocas afetivas. Então, isso tudo a criança vai carregar na memória ao longo da vida dela, são esses momentos.”

“As crianças ainda estão muito sob o controle do uso das telas. Então, os pais têm o desafio de como tirar essas telas para promover outras atividades.”

Criançada de férias? Entenda a importância de dar atenção aos pequenos mesmo em período de descanso
Foto: Nensuria/Freepik

Para a psicóloga, não adianta as famílias tirarem as telas e não promoverem outras atividades paralelas. Elas sempre vão retornar para elas. É importante regular o tempo de uso e o que as crianças estão fazendo nos aparelhos, principalmente aqueles que têm interação na internet e nas redes sociais.

“Porque senão a criança sempre vai buscar as telas. Tem que ter ali uma logística de preparação de rotina do dia, o que vai fazer, quais são as brincadeiras e sempre procurar lugares que sejam infantis, que tenham parque, que tenham interação para a criança, porque os ambientes que os adultos gostam, não necessariamente as crianças vão gostar”, explicou ao Acorda Cidade.

Pais separados, cuidados unificados

De acordo com a psicóloga, para crianças que possuem pais separados, é importante dividir os momentos de lazer e observar o que a criança gosta de fazer.

“Tem que procurar fazer atividades que a gente chama reforçadoras, que a criança se sinta motivada em estar fazendo.

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Foto: Rawpixel.com/Freepik

As telas têm afastado os pais das crianças, gerando transtornos, afastamento social e até mesmo alterações cerebrais. Para a psicóloga, esse tem sido o principal desafio até mesmo nos consultórios. Hoje, as crianças precisam ser ensinadas a brincar em meio a tantos estímulos digitais.

“Eu, como terapeuta infantil, observo muito esse desafio de a gente mostrar para as crianças que outras brincadeiras são reforçadoras e são legais e são divertidas, além do uso das telas. Então é estabelecer dias de uso, horários de uso e os pais terem aplicativos para estar monitorando isso e sempre ter atividades em paralelo para o não uso das telas.”

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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