Deputados baianos ouvidos pela Tribuna da Bahia avaliam que o desfecho do julgamento da ação que pedia cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer (eleita em 2014) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agravou a crise política e institucional pela qual passa o País. O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), por exemplo, viu como “lamentável” a postura do presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, que deu voto de minerva pela absolvição da chapa, o que automaticamente deu a Temer garantia de continuar no poder (pelo menos por ora). “Lamentável que o ministro tenha tomado uma decisão político-partidária. Ele tomou uma decisão evidentemente política, embora fique com o discurso de que o TSE não era lugar para resolver crise política. Agora a população se afasta também do Judiciário. Os conflitos internos dos poderes agrava a crise”, disse o comunista. Daniel Almeida avalia que Temer, contudo, não terá força para dar continuidade à agenda das reformas que tramita no Congresso. “Ele não melhorou a situação política com essa decisão do TSE. A agenda das reformas não é uma agenda do Temer. Essa agenda tem força no Congresso pelo perfil conservador dos parlamentares. A reforma da Previdência não passará de jeito nenhum. Será derrotada no plenário da Câmara. A sobrevida do Temer não altera em nada esse cenário. A trabalhista deve ser aprovada no Senado, porque tem quórum mínimo e já passou pela Câmara com aprovação”, ponderou o deputado do PCdoB.O raciocínio foi reiterado pelo deputado Jorge Solla, do PT. “Eu acho que a população já está percebendo que o problema é sério também no Judiciário. Gilmar foi uma coisa escandalosa. Corroeu qualquer esperança de credibilidade que a população tivesse em alguma instituição deste país. A crise do Judiciário é séria também. E qual é a punição para magistrados? A única pena que um juiz condenado tem é aposentadoria com salário integral. Como o trabalhador pode entender e aceitar uma coisa dessas? É preciso uma reforma no Judiciário também”, pontuou Solla.Apesar do “balão de oxigênio” que Temer ganhou, o deputado avalia que o presidente não permanecerá por muito tempo no cargo. “Temer só não foi afastado ainda por uma razão: quem manda no país é a elite econômica. Donos de bancos, de grandes indústrias e os barões da mídia. Eles ainda não têm consenso de quem será o capataz que terá capacidade de tocar a agenda que eles usavam Temer para fazer”.

Dilton e Feito

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.

Dilton Coutinho, fundador do Acorda Cidade, é um radialista renomado com mais de 20 anos de experiência na cobertura jornalística. Ele construiu uma carreira sólida marcada por sua dedicação à verdade e ao jornalismo ético. Atuando em diversos veículos de comunicação, Dilton ganhou reconhecimento por sua habilidade em abordar temas complexos com clareza e profundidade. Sua paixão por informar o público e sua integridade profissional fazem dele uma referência no jornalismo contemporâneo.