
O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que propõe uma reflexão coletiva sobre a saúde mental e o sofrimento psíquico enfrentado por uma parcela significativa da população. O tema chama atenção para transtornos mentais que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atingem cerca de 43% das pessoas ao longo da vida, exigindo avaliação adequada e tratamento contínuo.
De acordo com o psiquiatra e professor da Faculdade Zarns Salvador, William Dunningham, a campanha cumpre um papel essencial ao dar visibilidade a um problema que ainda é cercado por estigmas e desinformação. “O Janeiro Branco chama a atenção da sociedade para o sofrimento provocado pelos transtornos psíquicos, que precisam ser avaliados e tratados, prioritariamente, em serviços extra-hospitalares”, explica.
Entre os sintomas mais frequentes, o especialista destaca a ansiedade, considerada hoje a principal manifestação do adoecimento psíquico. “Ela se expressa por meio de um medo ou inquietação difusos e, muitas vezes, imotivados, acompanhados de sinais físicos como aceleração dos batimentos cardíacos, sensação de asfixia, tonturas e suor excessivo”, detalha. Segundo ele, esse desconforto pode ser percebido tanto pela própria pessoa quanto por familiares e pessoas próximas.
Promoção da saúde mental e políticas públicas
Além da identificação precoce dos sintomas, o professor ressalta que a promoção da saúde mental deve envolver ações contínuas de conscientização da sociedade. Entre elas, estão a divulgação de informações qualificadas nos meios de comunicação e a implementação de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades socioeconômicas.
“Essas desigualdades fazem parte da rede de causalidade dos transtornos mentais e comportamentais. Falar de saúde mental também é falar de condições de vida, acesso aos serviços e cuidado integral”, pontua.
Para o especialista, ampliar o debate sobre o tema contribui para alertar a população sobre a relevância dos cuidados com a mente humana, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. “A saúde mental é fundamental para a higidez de cada indivíduo e deve ser tratada como prioridade”, conclui.
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