Vacina contra HPV
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conforme amplamente divulgado, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal, que visa retomar a cobertura de imunização de jovens de 15 a 19 anos. A medida busca alcançar adolescentes e jovens que não receberam a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) na faixa etária recomendada, entre 9 e 14 anos.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Vanessa Cajuí, referência técnica em imunização, explica que a vacina do HPV é uma forma de proteção contra o câncer de colo uterino, câncer de garganta, câncer de pênis e câncer de ânus. “Essa é uma vacina que tem uma boa receptividade e vai trazer uma prevenção de quase 90% desses tipos de câncer”, afirmou a profissional. 

Vanessa Cajuí, referência técnica em imunização
Vanessa Cajuí | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

A vacinação é voltada para ambos os sexos, tanto para o feminino quanto para o masculino. “Não são só meninas que tomam vacina contra o HPV, o público é voltado para meninos e meninas de 9 a 19 anos de idade. 

Feira de Santana possui 103 salas para a vacinação, distribuídas pelo município, e segundo Vanessa, neste ano de 2025, foram aplicadas 9.024 doses para este público entre 9 a 19 anos de idade. Apesar do avanço, a cobertura ainda é considerada baixa, já que há um número significativo de jovens sem imunização. 

Desafios da vacinação:

De acordo com a profissional, um dos principais desafios é a diminuição da procura por vacinas à medida que as crianças crescem. Enquanto a vacinação infantil apresenta alta procura, a busca por imunização entre adolescentes e jovens ainda é pequena.

A orientação é que pais e responsáveis levem os jovens às unidades de saúde, reforçando que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) contempla todas as fases da vida.  

“Existem vacinas específicas para cada faixa etária. Então a gente não pode achar que a vacina é só importante nos primeiros anos de vida. Enquanto responsáveis, os pais ou familiares devem levar esses jovens e adolescentes para tomar as vacinas de acordo com sua faixa etária”, reforçou Vanessa.

Programas de vacinação adotados pela Secretaria de Saúde também ajudam no processo de adesão das vacinas, um deles é o “Saúde na Escola”, voltado aos alunos do ensino médio. 

Além disso, as unidades de saúde também realizam uma busca ativa nas microáreas. “Tem um agente comunitário de saúde que pode estar orientando dentro da comunidade, trazendo esse jovem e esse adolescente que não tomou vacina. Quando eles têm a informação, eles procuram sim a unidade”, afirmou Vanessa.

A profissional reforça a importância da prevenção e alerta sobre os riscos da falta de imunização. “Precisamos proteger esses jovens e adolescentes de uma doença que é grave, que pode levar ao óbito ou ao câncer. Se a gente pode prevenir, eu acho que o momento é esse, da vacinação”, completou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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