
Em entrevista ao Acorda Cidade, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, falou sobre a dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que aumenta bastante durante o verão. Segundo o secretário, um ambiente mais quente e/ou com água parada é propício para a reprodução desse mosquito.
“É importante destacar que esse mosquito é o quê? O vetor. Então, se a gente controla o vetor, a gente controla a dengue e controla outras doenças transmitidas por esse mosquito, como a chikungunya, como a zika. Então, é importante que a gente saiba que o ambiente é muito importante para a proliferação desse vetor. E se eu tenho muito mosquito, eu tenho muito vetor. E se eu tenho muito vetor, eu tenho muito veículo que leva a essa doença chamada dengue, que é uma doença que infelizmente ainda mata em nosso país”.

De acordo com Rodrigo Matos, os casos de dengue em Feira de Santana reduziram em mais de 80%.
“Lembra 2024 como é que era? As emergências lotadas, a gente sempre preocupado se precisava, se não precisava colocar tenda de reidratação. UPAs e policlínicas entupidas de gente aguardando atendimento para casos suspeitos de dengue. Em 2025 tivemos uma redução drástica”.
O secretário chamou atenção para as medidas de combate à doença — como a vacinação, cujo público-alvo é de 10 até 14 anos, limpeza e educação popular — que ajudaram na redução dos casos de dengue em 2025.
“E assim será em 2026. O indicador bom também não permanece bom se a gente cruzar os braços. Então nós vamos intensificar a vacinação, intensificar esses mutirões de limpeza em parceria com a Sesp e continuar orientando as pessoas de que a gente vai fazer a nossa parte como poder público, mas precisa que as pessoas também façam a parte delas”.
Apoio da população
Rodrigo Matos também explicou como a população pode auxiliar no combate à dengue. Não deixar água parada e cuidar para que nenhum recipiente esteja acumulando água é uma das atitudes que evita a reprodução do Aedes aegypti.
Além disso, é importante levar as crianças e adolescentes de idades entre 10 e 14 anos para receberem a vacina da dengue, pois o imunizante evita hospitalização e morte relacionada à dengue.
“Eu lembro que há alguns anos a gente ficava torcendo para que tivesse uma vacina para dengue, porque a dengue mata. E aí hoje a gente tem uma vacina distribuída gratuitamente pelo SUS e algumas pessoas não tomam essa vacina”.

Trabalho de agentes
Sobre o trabalho dos agentes de endemias e comunitários, o secretário destacou a importância do papel desses profissionais na redução dos casos de dengue. Assim como ele falou sobre a parceria com o Ministério da Saúde, que gerou o programa “Inova Feira contra a Dengue”.
“Foram mais pessoas contratadas, foram pessoas que vieram somar aos esforços dos agentes de combate às endemias com bicicletas elétricas, rodando a cidade, com armadilhas nos locais que têm maior índice de infestação, armadilhas conectadas com inteligência artificial para identificar uma série de indicadores e isso fez com que a gente atingisse esse número tão bom em 2025, que é orgulho”.
Dessa forma, Rodrigo Matos reforçou que a redução nos casos da doença é derivada de uma atividade coletiva.
“Então, uma redução dessa que a gente teve em 2025 foi fruto dessa ação coletiva, dos agentes de combate às endemias, desse programa sensacional que tivemos aqui em Feira em parceria com o Ministério da Saúde “Inova Feira contra a Dengue”, bem como as ações de limpeza, de mutirões e de educação popular.”
Quanto aos equipamentos e materiais utilizados para combater a dengue, o secretário Rodrigo Matos afirmou que foram distribuídos fardamentos novos e que os ressuprimentos necessários estão sendo comprados para fortalecer o serviço.
“Nós estamos construindo obviamente todo um serviço de combate à dengue de combate às endemias de uma forma muito sustentável. Nós estamos requalificando todo esse processo, buscando colocar os agentes de endemia no centro de endemias de uma forma mais qualificada”.
Reclamações e orientações
Rodrigo Matos também citou os canais de reclamação sobre possíveis focos de proliferação. Segundo ele, além das redes sociais como WhatsApp e email, as pessoas também podem utilizar a Ouvidoria do Município, que é um canal de diálogo da comunidade com a Secretaria de Saúde. Assim também como o canal 156, da Prefeitura.
Por fim, o secretário de Saúde passou orientações para as pessoas, que, conforme ele disse, também seria um apelo. “Nesse momento que você está me ouvindo, que você reflita e que você possa contribuir ativamente com a saúde pública”, declarou.
“Não é transferir responsabilidade para a sociedade civil, é solicitar que a sociedade civil esteja de mãos dadas com o poder público, que tem que fazer a sua parte, que faz a sua parte e continuará fazendo a sua parte, mas que precisa muito do apoio da sociedade, principalmente na luta contra a dengue”.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade
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