Jullyana Freitas Leite
Jullyana Freitas Leite

Um homem suspeito de ter matado uma mulher trans na noite do dia 8 de janeiro, se apresentou na Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana, na manhã da última quinta-feira (15). A vítima, identificada como Jullyana Freitas Leite, de 40 anos, foi morta com um tiro na nuca.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a delegada adjunta da DH, Ludmila Vilas Boas, disse que o suspeito compareceu à unidade policial acompanhado de um advogado e fez uso do direito constitucional de permanecer em silêncio.

mulher encontrada morta
Delegada Ludmila Vila Boas | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Existem fortes indícios acerca da atuação deste suspeito no crime. Então, por conta disso, nós já estamos concluindo os trabalhos policiais, ainda com outras diligências a serem realizadas, mas a parte de oitivas, de testemunhas, de parentes e do próprio autor já se encerrou”, esclareceu a delegada sobre o andamento das investigações sobre a morte da mulher trans.

Como não houve prisão em flagrante e, até o momento, não existia mandado de prisão expedido, o suspeito foi ouvido e liberado. Ainda segundo Ludmila Vilas Boas, assim que a Polícia Civil concluir as investigações, os resultados serão encaminhados à Justiça.

Relembre o caso

Jullyana Freitas Leite teria sido morta por um cliente que se recusou a pagar pelo programa sexual realizado em um quarto alugado da residência onde ocorreu o crime, no bairro Parque Getúlio Vargas, em Feira de Santana.

A mulher trans foi encontrada no chão trajando um baby-doll vermelho e uma toalha de banho. Após a conclusão do programa, a vítima, a fim de receber o valor, se apossou do celular do cliente, que saiu da residência alegando que iria buscar o dinheiro em casa, no entanto, ele retornou com uma arma de fogo e efetuou o disparo.

O homem estava em uma motocicleta e fugiu no veículo. O celular do suspeito foi encontrado no local e apreendido.

Leia também: Mulher trans é assassinada em Feira de Santana; polícia apreendeu celular do suspeito

As informações são do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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