Comportamento

Você consegue enxergar o racismo no dia a dia? Veja formas de combatê-lo

Saiba também o que é Racismo Estrutural.

03/12/2021 07h27, Por Rachel Pinto

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Rachel Pinto

Certamente você já ouviu ou até mesmo já usou expressões como “Denegrir”, “Inveja Branca”, “Nega Maluca” “Mercado Negro”, “ A coisa está preta” , “Exótico (a) e “Da cor do Pecado”. Tais expressões são racistas, associadas a conduta discriminatórias aos negros e além delas há uma série de outros termos também com o mesmo caráter.

Essa é uma das formas mais comuns onde o racismo é visto no dia a dia. Além delas, há ainda a ocupação dos negros nos espaços de poder e a divisão de classes sociais, onde a maioria deles está em espaços subordinados ou marginalizados.

O Novembro Negro, mês dedicado à Consciência Negra passou, mas essas questões estão no cotidiano da sociedade por todos os meses. Precisam ser debatidas e esclarecidas o ano inteiro, o tempo todo. O podcast do Escuto Cá entro Nós ouviu a professora e militante do Moviafro em Feira de Santana, Hely Pedreira e ela explicou como é possível combater o racismo no cotidiano e como esta conduta está impregnada na sociedade ao longo dos séculos.

Um termo que tem sido muito usado ultimamente é “Racismo Estrutural” e Hely explicou que ele quer dizer que o racismo está na estrutura da sociedade e que ela foi organizada a partir disso. Segundo ela, a sociedade foi organizada estruturalmente para deixar o negro fora da ascensão social e isto pode ser visto na quantidade de negros que ocupam por exemplo, espaços de subalternidade. É um quantitativo maior que os espaços de poder.

“A estrutura da sociedade brasileira está organizada de forma a cercear esse povo desta conquista e aí há o racismo que deixa esse povo todo à margem do processo de emancipação. Assim que os negros foram libertados não houve nenhuma política de estado que os reparasse desses danos causados, danos trabalhistas, de todas as ordens. Houve a Lei Áurea que aboliu a escravatura, o país foi o último a abolir a escravização de seus negros e quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, simplesmente acabou a escravização, mas nenhuma política de estado no sentido de emancipar, de reparar os danos causados foi feita. Aí já começou a mexer com a questão estrutural”, declarou.

Hely Pedreira frisou que depois da abolição da escravatura, os negros foram tentar sobreviver cada um da forma que conseguiu. Eles foram libertados sem haver nenhum tipo de suporte social e foram então ocupar lugares insalubres e íngremes da sociedade. Sem ter posse de terra e trabalho e sem o acesso a educação. É nesse aspecto que está o racismo estrutural.

“O negro simplesmente sustentou o Brasil de todas as formas e para ele não foi dado nenhum tipo de reparação. Por isso é necessário o conhecimento e a gente adquire nesses espaços não formais de conhecimento”, frisou.

A professora destacou que a educação bem como todas as discussões acerca da história do país, do negro são caminhos para uma mudança de comportamento. Perceber o racismo, combatê-lo e denunciá-lo, são formas de abolí-lo. Assim como a divulgação das lutas de raciais e o empoderamento são fundamentais para a construção uma sociedade antiracista.

“Discussões raciais perpassam o tempo inteiro todas as questões. Somos negros o tempo inteiro e essas questões incidem sobre as nossas vidas todos os dias. As crianças precisam ser educadas nessa perspectiva cotidianamente. A gente precisa falar sobre racismo, igualdade racial, porque isso incide a vida do negro todos os dias”, declarou.

Confira tudo que foi discutido nesse bate papo tão enriquecedor e ouça o nosso podcast aqui.

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