Bahia

Sesab realiza reunião de monitoramento com os 17 municípios baianos em altíssimo risco para dengue

As arboviroses como dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana, são doenças epidêmicas transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti.

05/05/2022 07h28, Por Rachel Pinto

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A secretária da Saúde da Bahia, Adélia Pinheiro, esteve ontem (4) em mais uma reunião de monitoramento das arboviroses urbanas (dengue, zika e chikungunya) com os representantes de 5 núcleos regionais de saúde e dos 17 municípios que hoje são considerados de alto e altíssimo risco para epidemia de dengue. A reunião foi acompanhada também pela presidente do Cosems – Conselho de secretários municipais de saúde -BA, Stella Souza.

Os 17 municípios com coeficiente de incidência para dengue maior que 100 casos para cada 1000 habitantes ficam localizados nos núcleos de saúde Sudoeste, Sul, Oeste, Centro-Norte e Norte. São eles: Urandi, Floresta Azul, Coaraci, Potiraguá, Apuarema, Santa Cruz da Vitória, Mirangaba, Caatiba, Oliveira dos Brejinhos, Chorrochó, Remanso, Abaré, Caculé, Itajuípe, Caldeirão Grande, Érico Cardoso e Ipupiara. Outros 8 municípios estão em alerta do mesmo nível para chikungunya e 1 para zika. Ao todo, cerca de 80 representantes de municípios participaram do evento de forma virtual.

A epidemiologista chefe da Coordenação de Doenças por Transmissão Vetorial, Sandra Oliveira, explicou que, entre as ações dos planos de contingência, os municípios precisam dar atenção especial para as devidas notificações no SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação. É a partir destes dados que a Sesab norteia as ações de mapeamento para apoiar os municípios no combate às endemias.

Salas de monitoramento

Segundo Adélia Pinheiro, as salas de monitoramento dos municípios em alerta precisam de no mínimo 3 técnicos para fortalecer as ações intersetoriais que passam ainda por fiscalização de terrenos urbanos, com a promoção de mutirões de limpeza e fornecimento regular de água.

“É preciso inserir a população nas ações de combate a essas endemias com sensibilização e educação. Máquinas de UBV pesado devem ser a última medida a ser adotada, afinal os vetores de disseminação (o mosquito aedes aegypti) podem ser eliminados antes ainda de estarem na fase alada, que é quando transmitem o arbovírus”, explicou a secretária que, além de médica, também é doutora em saúde pública.

As arboviroses como dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana, são doenças epidêmicas transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti. O crescente aumento no número de casos dessas arboviroses está diretamente associado à ampla disseminação das populações do Aedes aegypti. Por isso é tão importante a eliminação dos criadouros.

Entre as ações já tomadas pela Sesab para evitar que as endemias se tornem epidemias nos municípios estão a disponibilização de insumos como soro fisiológico, sais de reidratação oral, dipirona, paracetamol e aquisição de novas máquinas para aplicação de UBV costal.

Na área de qualificação de recursos humanos na assistência, foi disponibilizado material pedagógico para o treinamento de profissionais de saúde nas unidades de urgência e emergência.

“Os profissionais precisam estar preparados para fazer a identificação correta dos sintomas das doenças. Quando não tratada adequadamente, a dengue e chikungunya levam a óbito”, alertou a secretária Adélia Pinheiro.

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