Saúde

Seminário discute os desafios e estrutura do SUS em Feira de Santana

A chefe da Atenção Primária em Feira de Santana, Hellen Costa, explicou que um dos pilares do SUS é a atenção primária.

24/05/2022 18h23, Por Rachel Pinto

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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Foi realizado nesta terça-feira (24), na UniFTC em Feira de Santana, o Seminário Gestão Integrada do SUS. O evento foi uma parceira da UniFTC com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e apresentou aos estudantes do curso de medicina as ações do Sistema Único de Saúde na cidade, assim como os principais desafios.

O reitor da UniFTC, o professor Cristiano Lôbo disse ao Acorda Cidade que o seminário mostrou a realidade local para os alunos para que tenham conhecimento de informações importantes e para que possam diante disto, participar de atividades nas comunidades locais.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“É a importância de ter o conhecimento não somente teórico, mas que possam conhecer na prática a nossa realidade, colocar no dia a dia os conhecimentos adquiridos na academia e levando-os para as populações que são assistidas e juntamente com os profissionais da área terem oportunidade do aprendizado pleno”, frisou.

A chefe da Atenção Primária em Feira de Santana, Hellen Costa, explicou que um dos pilares do SUS é a atenção primária e o serviço funciona com o atendimento junto às comunidades, atendendo suas principais demandas e necessidades.

Em Feira de Santana há o atendimento através das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs) e ainda as Unidades Saúde na Hora e o Consultório na Rua. Todos estes equipamentos acompanham os pacientes, de forma que evitam evolução prolongada de problemas de saúde e até internamentos hospitalares.

Ela destacou que uma dificuldade encontrada durante a pandemia da covid -19 foi o afastamento das pessoas destas unidades e que o momento agora é de retomada dos usuários SUS.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Nós notamos que o número de procura dos usuários do serviço de saúde vem tido uma decaída e peço para que os usuários retornem aos nossos serviços. Contamos também com os nossos agentes comunitários que já vem fazendo isso, a busca ativa dessa população em suas residências. Pedimos para que todos os pacientes retornem às unidades para que a gente possa continuar com o tratamento, porque é de suma importância. Houve uma baixa muito grande nas consultas de Hiperdia, por exemplo, que são pacientes hipertensos e diabéticos. Eles deixaram de frequentar as unidades, se acostumaram a procurar o serviço de saúde apenas para a vacinação contra a covid-19. Houve um aumento de infarto, diabetes com evolução mais prolongadas, problemas de internamentos hospitalares por conta dessa falta de adesão. Também pedimos para que as mães tragam as crianças para fazer a atualização do cartão vacinal e isso impacta muito no controle de atenção primária para essa população”, comentou.

Hellen também salientou sobre o trabalho de combate à covid-19 no município, sobretudo o avanço da vacinação e também a implantação da caderneta de saúde do caminhoneiro, um programa pioneiro no Brasil.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O secretário municipal de saúde, Marcelo Britto pontuou sobre o atendimento do SUS em Feira de Santana e na opinião dele, ainda é preciso ampliar a oferta de serviços. De acordo com ele, a prefeitura está trabalhando para dinamizar a marcação de consultas e um ponto que ele enxerga que precisa melhorar é o internamento nos hospitais que é feito via regulação estadual.

“Uma das mudanças que nós estamos implementando é acabar com essa história de ter um ou dois dias por mês para fazer a marcação das consultas e nesses dias as unidades ficam super lotadas. Vamos mudar e criar marcação através do celular, cada um que esteja devidamente identificado no município com cartão SUS vai entrar no aplicativo da prefeitura e vai poder marcar a sua consulta para a especialidade solicitada. A mesma coisa com os exames que poderão ser marcados pelo WhatsApp. Toda a parte de atenção básica, das consultas médicas, alguns exames de menor complexidade, isso tudo é responsabilidade do município, hoje não é responsabilidade a parte da regulação estadual que é o internamento nos hospitais. A responsabilidade é do governo do estado, há a necessidade de ampliação do numero de leitos, não está bom o modelo adotado e é preciso repensar”, enfatizou.

O secretário também informou que o município irá fazer cirurgias de astroscopia de joelho e a qualquer momento irá sair a licitação.

“Estamos chamando os hospitais privados para nós discutirmos o modelo e fazermos essas cirurgias. Vamos soltar o edital e comprar 500 cirurgias. Não será pela tabela do SUS que ninguém quer fazer, mas por uma tabela diferenciada de forma que a gente possa atrair a iniciativa privada. A obrigação legal de investimentos é de 15% no caso dos municípios e Feira de Santana o último dado que foi apresentado já estava investindo 40.8% da receita em geral. Estamaos mais do que o dobro e isso apesar de necessário, também não é o ideal porque a gente sabe que quando a saúde termina tomando uma quantidade de recursos tão grande, pode faltar para outros setores que também são importantes.

“Daqui a seis anos estarão sendo formados os primeiros médicos e médicas do curso de medicina da UniFTC que esperamos que sejam defensores do sistema de saúde e que possam ocupar os espaços de trabalho na cidade de Feira de Santana e região com o conhecimento do que é o sistema de saúde pública no Brasil. Para além da formação dos estudantes tem toda uma questão de reafirmação dos princípios e das diretrizes do sistema de saúde e também da intrínseca articulação e compromisso da instituição com a formação de pessoas voltadas para as necessidades de saúde da cidade e região”, encerrou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O professor doutor e com pós doutorado, Whashington Abreu que participou do seminário e ministra a disciplina de saúde coletiva, salientou que o evento foi uma oportunidade de aproximar os alunos de como funciona o sistema de saúde municipal.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

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