Bahia

Secretária de Saúde afirma que municípios devem investir na atenção básica para amenizar fila de regulação do estado

Ela frisou que o atendimento da atenção básica previne por exemplo casos de AVC e hipertensão.

12/05/2022 16h23, Por Rachel Pinto

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Gabriel Gonçalves

Entre janeiro e abril deste ano, mais de 160 pacientes em Feira de Santana, morreram enquanto aguardavam na fila da regulação por um atendimento. Este dado, foi levantado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Na manhã desta quinta-feira (12), durante entrevista ao Programa Acorda Cidade, a secretária estadual de Saúde, Adélia Pinheiro, destacou que este assunto ainda se torna sensível, mesmo com tantos investimentos que o estado já fez pela saúde.

"Realmente este assunto nos sensibiliza e há pelo menos 15 anos, nós não tínhamos hospitais estaduais com grande estrutura, eram unidades de baixa complexidade, mas hoje, principalmente no interior do estado, temos uma rede pujante, somos capazes de fazer tratamentos de oncologia no interior em várias unidades, e até mesmo cateterismo que antes, só era realizado na capital baiana. Todos os pacientes que estão na regulação, são assistidos em uma unidade de saúde, não é possível a pessoa estar na regulação e em casa, e precisamos encarar os desafios e avançar na qualidade dos nossos atendimentos", destacou.

De acordo com a secretária, como ponto de apoio ao governo do estado, os municípios também devem investir na atenção básica de saúde, como forma de 'desafogar' esta fila da regulação.

"A regulação funciona dentro de um sistema equilibrado, porém os municípios devem investir na atenção básica, pois isso evita que a gente continue tendo casos de AVC decorrentes das hipertensões. Os municípios também devem ter a sua participação e trazendo o exemplo de Feira de Santana, a cidade não dispõe de um único hospital de rede própria. Isso infelizmente gera um grande fluxo em nossa central de regulação e sempre estamos com estes desafios. Em casos mais eminentes, nós realizamos o processo de regulação em menos de 24h, mas ainda sim, é um grande desafio porque estamos trabalhando com vidas humanas", salientou.

Covid-19

Com relação à pandemia da Covid-19, a secretária Adélia Pinheiro, informou que o estado ainda apresenta casos positivos para a doença, e reforçou os cuidados que as pessoas devem ter.

"Nós permanecemos em alerta e nas últimas 24 horas tivemos zero óbitos registrados. Isso é importante, mas nós devemos estar em alerta porque a vacina salva-vidas, procure sua vacina, se você for idoso, procure a dose de reforço, pratique a utilização de máscaras em ambientes hospitalares e em farmácias, porque ela ainda é obrigatória nestas situações. Evitar toda a situação de aglomeração que não permita o distanciamento adequado, e a todo tempo, estejam em alerta aos indicadores da doença. O governo do estado da Bahia assumiu a liderança que foi um fator primordial do governador Rui Costa que assumiu essa responsabilidade, atuando com as medidas que se fizeram necessárias e importantes para salvar vidas em cada momento da pandemia, e assim permanecemos com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, tendo a pandemia da Covid-19 entre nós e com todos os nossos sistemas em alerta", concluiu."

O que diz a prefeitura de Feira

Sobre a declaração da secretária de que o município não dispõe de um hospital da rede própria, a prefeitura de Feira de Santana enviou a seguinte nota: 

A secretária de Saúde do estado, Adélia Pinheiro, informou equivocadamente que Feira de Santana não tem um hospital municipal. Feira de Santana tem, há 30 anos, o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), que atende mulheres de Feira e de cerca de 80 municípios da região. É nesta unidade hospitalar que milhares de mulheres, ao longo deste período, encontraram o amparo e a assistência necessárias para um parto humanizado e com toda segurança.

A unidade já atingiu a marca de mais de 140 mil partos realizados, é referência na Bahia, sendo a primeira unidade de saúde do Estado a ter atendimentos exclusivos para mulheres.

Atualmente, o Complexo Hospitalar do Hospital da Mulher dispõe de 130 leitos, além do centro cirúrgico, centro obstétrico, Casa da Puérpera e método Mãe Canguru. Outros serviços significativos ofertados no Hospital da Mulher são as cirurgias eletivas ginecológicas.

O Hospital iniciou, agora, em maio uma reforma, um investimento de mais de R$ 1 milhão. O projeto inclui a construção do berçário e ampliação do alojamento da Casa da Puérpera. Além disso, o setor de obstetrícia clínica será ampliado para 16 leitos, totalmente climatizado. A obra tem previsão de entrega no segundo semestre deste ano.

 

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