Festejos Juninos

Especialista fala sobre os riscos que fogos de artifícios e a fumaça podem causar à nossa saúde

O alerta é do cirurgião otorrinolaringologista, Dr. Sandro Torres, que chama a atenção para quem adora ficar próximo da fumaça e dos fogos.

22/06/2024 às 21h20, Por Acorda Cidade

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Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil

Fogueiras que aquecem e reúnem amigos e toda a família, fogos que iluminam e animam as festas juninas são um dos grandes atrativos dos festejos e fazem a alegria de crianças e adultos. Porém, à beira da fogueira, com as delícias em volta, os milhos são assados e os fogos de artifício acessos, deixando as noites de São João e São Pedro ainda mais bonitas e gostosas, é preciso ter cuidado com a saúde da garganta e dos ouvidos. O alerta é do cirurgião otorrinolaringologista, Dr. Sandro Torres, que chama a atenção para quem adora ficar próximo da fumaça e dos fogos.

cirurgião otorrinolaringologista, Dr. Sandro Torres
Foto: Divulgação

“Esse hábito nosso de nos reunirmos à beira da fogueira durantes estas duas grandes festas juninas é muito prazeroso, mas precisa de alguns cuidados para que toda confraternização e diversão não resultem em agravos à saúde”, a afirmação do especialista Dr. Sandro Torres se refere aos riscos que a fumaça das fogueiras e dos fogos apresentam às crianças e adultos, principalmente, para quem apresenta quadros alérgicos, como renite e sinusite.

A fumaça oriunda das fogueiras, dos traques, chuvinhas, vulcões e tantos outros fogos é potencialmente irritante para a mucosa respiratória, desde o nariz à garganta, bem como a traqueia e os brônquios. Ainda segundo o otorrinolaringologista, a exposição a esse tipo de fumaça pode provocar agravamento de crise de renite, de alergia, simulando um quadro gripal com congestão nasal, espirros, coriza, entupimento intenso do nariz e dor de cabeça. Além disso, a pessoa pode apresentar irritação e dor na garganta, rouquidão e até falta de ar.

Os cuidados existem e quem curte o forró não precisa ficar fora da festa, como salienta Dr. Sandro Torres. A melhor forma de evitar todas essas complicações, segundo ele, principalmente aqueles pacientes que já apresentam um quadro alérgico intenso como a asma, é evitar os espaços com fumaça, “uma vez que a prevenção é o principal meio para o sucesso do tratamento”, frisou, acrescentando que, caso a pessoa apresente algum sintoma ao ter contato com a fumaça, é importante que se afaste do local e não permaneça com a mesma roupa. “A roupa e o cabelo ficam impregnados com os alérgenos da fumaça, por isso, a necessidade do banho e da troca de roupa. Além disso, é necessário fazer uso das medicações já prescritas pelo profissional que já faz seu acompanhamento. Caso a pessoa nunca tenha feito tratamento algum, ela precisará procurar um médico para fazer uma avaliação e assim poder ser medicada de forma adequada”, explicou.

Cuidados com a saúde da audição

A exposição aos sons muito altos, às explosões dos fogos durante os festejos juninos é outro cuidado que adultos e crianças precisam adotar durante o São João e São Pedro, principalmente. Conforme Dr. Sandro Torres, as bombas muito potentes devem ser evitadas, pois representam um grande risco à saúde da audição. Os fogos de pouca intensidade são a melhor opção para quem realmente deseja se divertir sem se colocar em risco a uma lesão no canal auditivo, o que não é algo raro nesse período.

“Esse tipo de brincadeira pode resultar na perda de audição de quem solta esse tipo de bomba, por exemplo, ou outros fogos potentes também, ou mesmo a audição de uma pessoa que nada tem a ver com a ‘brincadeira’, inclusive, com lesões irreversíveis”, enfatizou.

É importante salientar que, caso acidentes como esse ocorram, ou seja, a pessoa começar a sentir zumbidos, chiados, dor, ou algum sangramento no ouvido ou a sensação de que este ficou tapado após uma explosão muito forte e próxima, “é imprescindível procurar um otorrino dentro das 48 horas após iniciados os sintomas para se tentar reverter o quadro. Após esse período, a chance de recuperação pode ser reduzida. Essas 48 são fundamentais para uma recuperação satisfatória”, alertou, o otorrinolaringologista Dr. Sandro Torres.

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