Reforma eleitoral: Lula defende uso da internet em campanhas políticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a liberação total da campanha na internet, afirmando que é uma loucura tentar proibir. Ao criticar o dispositivo da reforma eleitoral que impõe restrições ao uso da internet em campanhas políticas, Lula disse ser impossível controlar a rede, que fugiu ao controle até mesmo de […]

14/09/2009 16h44, Por Dilton e Feito

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a liberação total da campanha na internet, afirmando que é uma loucura tentar proibir. Ao criticar o dispositivo da reforma eleitoral que impõe restrições ao uso da internet em campanhas políticas, Lula disse ser impossível controlar a rede, que fugiu ao controle até mesmo de seu criador. Segundo ele, é preciso que os eleitores tenham liberdade para conhecer os candidatos.

Lula firmou ainda ser preciso normatizar sem proibir a liberdade de utilização da internet, para que se tenha um instrumento de conhecimento.

– Um moleque de dez anos, de oito anos, de nove anos, a capacidade, os instrumentos que ele tem de acesso à informação é um coisa que a gente não tinha. Tá tendo agora. Tentar proibir isso é uma loucura – afirmou.

– A eleição não pode ser uma coisa que cause tanto medo às pessoas que queiram proibir. Brigamos a vida inteira por liberdade política, de expressão, de comunicação e começam a trancar isso. Acho que tem ser livre mesmo, porque é importante as pessoas saberem quem é o candidato – completou.

As declarações foram feitas em entrevista a rádios de Roraima, estado que visita pela primeira vez desde que foi eleito e onde vai inaugurar obras e assinar atos para a regularização de terras e contratos para a construção de moradias pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

Pelo texto da reforma eleitoral que foi aprovado na Câmara e está no Senado , há restrições aos sites noticiosos da internet durante o período eleitoral. A proposta prevê que os candidatos devem ter liberdade total na internet ao utilizar blogs, mensagens instantâneas e sites de redes sociais.
Os sites vinculados às empresas de comunicação e aos provedores estão proibidos de veicular imagens de consultas populares de natureza eleitoral a partir do dia 5 de julho do ano da disputa. Fica permitida a propaganda paga nos portais jornalísticos, mas somente para os candidatos à Presidência da República.

Nesta semana, o Senado deve votar os destaques apresentados pelos senadores à reforma eleitoral, entre eles a emenda proposta pelo líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), que retira do texto qualquer restrição ao conteúdo jornalístico veiculado na internet durante a campanha.

 

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