Dia Mundial da Dança

Professoras de Feira de Santana destacam os benefícios e a beleza da arte de se expressar através da dança

O dia 29 de abril foi determinado como Dia Internacional da Dança em 1982 pelo CID (Conselho Internacional de Dança), com a finalidade de homenagear essa prática artística

29/04/2022 10h49, Por Rachel Pinto

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Laiane Cruz

Nesta sexta-feira, dia 29, é comemorado o Dia Mundial da Dança. Mas, o que é a dança e porque ela mexe tanto com as nossas emoções, nosso subconsciente? Entre um movimento e outro mesclado a ritmos e estilos diversos, quem dança tem a chance de se comunicar com expressões que vão muito além das palavras. A dança conta histórias, traduz sentimentos, a cultura e a identidade de um grupo e está presente na sociedade desde a antiguidade.

Para a professora de dança Viviane Macedo, da companhia de dança Trupe Mandala, de Feira de Santana, a dança é para quem quiser, não só para mulheres. A dança é cultura e pode ter significados variados para diferentes pessoas: um momento de diversão, cultural, parte de uma cura interior, uma atividade terapêutica.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade | Professora Viviane Macedo

“Em Feira o que a gente percebe que é muito forte, até pela questão histórica, é que normalmente as pessoas tem o primeiro contato com o balé. Existem algumas escolas com foco em outras modalidades, como dança de salão, danças orientais, mas o que ainda é mais forte é o balé, o jazz, quiçá o contemporâneo. A gente trabalha com a dança do ventre, e funde com outras danças, como as danças étnicas e danças populares”, informou a professora, sobre a Trupe Mandala.

Mariana Figueirêdo também participa da companhia e trabalha ensinando outras pessoas a se expressarem através da dança.

Foto: Arquivo Pessoal | Trupe Mandala

Ela destacou que o dia 29 de abril foi determinado como Dia Internacional da Dança em 1982 pelo CID (Conselho Internacional de Dança), com a finalidade de homenagear essa prática artística, que na verdade existe desde os primórdios da humanidade.

“A dança é conhecida desde o início dos tempos, que a gente tem os relatos por pinturas rupestres, onde a gente reconhece que a humanidade já se reunia e dançava para celebrar as conquistas do cotidiano, as colheitas, as vivências da comunidade, e isso foi evoluindo para algo mais artísticos, mais performático, e chegamos até as danças que a gente tem hoje, com diversos estilos, além das clássicas, como o balé, o contemporâneo, o jazz, entre outros.”

Na academia em que trabalha, os dançarinos aprendem a dança do ventre em um estilo mais tribal, e mesclado com outros estilos da atualidade. “O meu grupo, que é o Trupe Mandala, a gente trabalha com a dança tribal, mas é uma dança do ventre estilo tribal, é uma fusão de vários estilos de dança dentro do tribal Belle Dance, e a gente tem a dança do ventre como base, fazendo a fusão com o flamenco, dança de rua, danças de culturas de matrizes africanas, um trabalho com hip hop.

Outra possibilidade de aprendizado também se dá através das danças meditativas, que são várias modalidades de meditação em movimento.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade | Professora Mariana Figueirêdo

“Existe a meditação que a gente conhece que é de tentar relaxar o corpo e ficar parado na postura e esvaziar a mente. E a meditação que pode ser feita em movimento, são as meditações ativas, e uma delas é a dança circular, onde a gente traz os símbolos universais, que funcionam trazendo benefícios para o corpo e a mente, nosso emocional e na dança circular temos esse viés terapêutico. A gente trabalha no físico aspectos como ritmo, equilíbrio, coordenação motora, musicalidade, e nos aspectos emocionais você vai trabalhar a emoção, a interação com o grupo, a questão de que em círculo não existe hierarquia, que ninguém é melhor, que somos um e fazemos a vida em nossa comunidade acontecer”, explicou Mariana Figueirêdo.

Para a professora Viviane Macedo a pandemia trouxe enormes desafios para as academias de dança, assim como outros segmentos da sociedade. E foi necessário que os grupos e companhias também precisassem se reinventar, encontrar novas formas para manter a atividade.

“Realmente com esse contexto pandêmico, toda a sociedade teve que se readaptar e nós tivemos que nos reinventar e não poderia ter sido diferente dentro do seguimento da dança. A Trupe já desenvolve vários projetos, produz vários eventos. A gente produzia eventos de dança, o festival chamado Bailares, a Caravana Tribal Nordeste também, e quando chegou esse contexto da pandemia, a gente teve que repensar novas maneiras de se fazer dança, porque a gente não podia parar. E a partir desse momento, a gente fez uma edição online do Festival Bailares, conseguimos captação de recursos através de edital, que é uma coisa que a gente faz muito”, informou.

Para Viviane, a experiência do online foi bastante enriquecedora, mas com o retorno das atividades presenciais, o grupo começou a retomar o contato físico com as aulas e ensaios na academia, algo que os integrantes sentiam muita falta.

“Foi uma experiência muito válida, mas que agora a gente está comemorando a possibilidade de voltar a se encontrar pessoalmente, porque a gente teve que adaptar tudo para o online, então as aulas de dança eram online, apresentações de dança online, desenvolvimento de vídeo danças. A gente não parou, ficamos só online, tivemos que nos adaptar para essa vivência. E agora a gente está podendo retomar para os encontros presenciais, os ensaios, que fazem muita diferença, é muito bom e todo mundo estava sentindo falta disso. Aos poucos a gente está abrindo, retomando nossos ensaios, e acho que é um alívio para todo mundo”, comentou.

A professora Viviane Macedo falou também ao Acorda Cidade sobre os desafios dos grupos e academias de dança quanto ao estabelecimento de políticas públicas voltadas para essa área. No município de Feira de Santana, a luta para conquistar esse espaço de reconhecimento do poder público tem sido árdua.

Foto: Arquivo Pessoal

“Aqui na cidade de Feira de Santana nós tivemos que passar por um processo que foi necessário ter uma grande articulação, para que a gente pudesse estar aqui hoje, em que existe uma cadeira de dança no Conselho Municipal de Cultura. A gente não tinha uma representação para a dança, então foi uma pauta de articulação da classe artística mesmo, junto com o Fórum Permanente de Cultura, e que a gente conseguiu culminar nesse lugar de ter um representante e este ser o primeiro passo para gente pensar em políticas públicas voltadas para a dança. Mesmo tendo, é muito difícil ter ações voltadas especificamente para a dança, mas este é um trabalho de formiguinha que a gente tem que estar fazendo como sociedade civil.”

Com o objetivo de contar a história da Trupe Mandala e fortalecer essa área do setor cultural da cidade, foi criada uma web série pelos integrantes da companhia.

Segundo Mariana Figueirêdo, a web série ‘Trupe Mandala: 10 anos de baile” conta a história do grupo em Feira de Santana, e traz aspectos como a falta de patrocínios e apoio para os dançarinos da cidade.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade | Professora Viviane Macedo e Mariana Figueirêdo

“A gente é um setor que carece de patrocínio, carece de apoio, tanto institucional, quanto familiar também para a gente se desenvolver na carreira. E a gente teve que desenvolver meios, aprender sobre políticas públicas, desenvolver trabalhos através de editais e tudo isso a gente reuniu nesta web série, mostrando quem são nossos parceiros e quem foram as pessoas que desenvolveram essas atividades com a gente.”

Nesta sexta-feira (29) haverá uma sessão solene na Câmara Municipal de Vereadores para celebrar o Dia Mundial da Dança.

 

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.
 

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