Polícia

Policiais Civis da Bahia convocam Assembleia Geral Extraordinária e categoria pode entrar em greve

Servidores estão insatisfeitos com a falta de protocolos sanitários nas delegacias e também com desvalorização.

14/01/2022 11h51, Por Rachel Pinto

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Assim como tem acontecido em outras cidades do país, a Bahia tem vivido um surto de gripe e da nova variante da Covid-19, a Ômicron.

Atento e preocupado com a situação dos policiais que atuam nas delegacias de Salvador e interior do estado, o Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) realiza na próxima terça – feira (18), às 18h, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) Virtual, na ocasião será votado um indicativo de greve da categoria.

Os servidores reclamam que diferentemente do que ocorre em outros órgãos e repartições públicas, onde a população para adentrar nesses ambientes precisam apresentar o “passaporte de vacinação", nas delegacias não acontece o mesmo. Dessa forma, expondo os policiais aos riscos de infecção pela Covid – 19, além disso, descumprindo o decreto do Governo do Estado.

Para Eustácio Lopes, presidente do Sindpoc, está faltando gestão por parte do comando da Polícia Civil da Bahia. “Já passamos essa demanda à Delegada Geral, para Dra. Heloisa Campos, mas infelizmente não tivemos devolutiva no sentido que a Policia Civil da Bahia cumpra o decreto do governador, onde determina que para a entrada de pessoas em locais de serviço público tenha em mãos a carteira de vacinação", pontou Lopes.

Dados

Atualmente, o Estado da Bahia possui 5.500 policiais civis, divididos entre delegados, investigadores e escrivães, no entanto, mais de 30% desse efetivo está em idade de se aposentar.

Nesse contexto, 80% desses policiais são oriundos dos concursos de 97, 92, 88 que possuem mais de 50 anos e são detentores de várias comorbidades. Como explica o representante do Sindpoc, Eustácio Lopes.

“Estamos diante de uma situação alarmante, em que somente 700 policiais são jovens, os demais servidores têm pressão alta, diabetes, cardíacos e hipertensos. Diante desse quadro só temos 3.000 policiais nas ruas com a dura missão de combater a violência através do trabalho de investigação”, falou o líder sindical.

“Infelizmente, o cenário atual tem nos obrigado a tomar essa medida drástica. Assembleia da semana que vem é para deliberarmos um indicativo de greve. Além da desvalorização categoria, falta de estrutura, estamos trabalhando expostos à Covid19, com sua variante Ômicron e a H3N2 que é um dos subtipos do vírus Influenza, porque o Governo do Estado não consegue através da Policia Civil fazer com que as pessoas apresentem a carteira de vacinação, o chamado “Passaporte da Vacina”. É no mínimo estranho, pois os outros órgãos conseguem fazer essa exigência para o bem do servidor, somente a policia Civil, não”, denunciou o presidente do Sindpoc. 

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