Salvador

Nove suspeitos de assassinato de policial federal morrem em confronto com a polícia; comunidade está sem ônibus e sem aulas

Operação aconteceu na sexta-feira (15), no bairro de Valéria. Três fuzis, uma submetralhadora e quatro pistolas foram apreendidos até a noite de domingo (17).

18/09/2023 às 11h24, Por Acorda Cidade

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Operação em Salvador
Foto: Alberto Maraux/SSP-BA

Mais dois suspeitos de participar da operação que resultou na morte do policial federal Lucas Caribé Monteiro de Almeida, de 42 anos, e de outros quatro homens, morreram após trocas de tiros com policiais na noite de domingo (17), em dois bairros de Salvador. Nesta segunda-feira (18), o bairro de Valéria, onde aconteceu o confronto, amanheceu sem ônibus e com mais de 2 mil alunos com aulas suspensas.

Na sexta-feira, policiais federais, civis e militares fizeram uma operação para cumprir mandados de prisão contra um grupo criminoso. No local, os agentes foram surpreendidos por integrantes de uma facção que estava prestes a entrar em confronto com um grupo criminoso que atua na região.

A operação terminou com um policial federal e quatro suspeitos mortos. Outros dois agentes (um civil e outro federal) ficaram feridos.

Desde então, outros seis suspeitos de participarem do confronto morreram em diversos bairros de Salvador. Ao todo, foram nove suspeitos e um policial federal mortos, confirmados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

Segunda sem ônibus e aulas

Três dias após o confronto que resultou na morte do policial federal, o bairro de Valéria, na região periférica de Salvador, amanheceu sem ônibus do transporte público e com mais de 2 mil alunos com aulas suspensas.

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), nesta segunda, os ônibus estão indo até a rotatória, na rua da Matriz, próximo à prefeitura-bairro. Alguns moradores relataram que andaram cerca de 2 km para ter acesso ao serviço.

Já a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que 2.368 alunos das escolas São Francisco de Assis, Batista de Valéria, Nossa Senhora Aparecida, Milton Santos, Afonso Temporal e Cmei João Paulo I estão com as atividades suspensas, por causa da sensação de insegurança.

Mortes no domingo

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os dois suspeitos mortos na noite de domingo, estavam no matagal na sexta-feira.

O primeiro deles foi encontrado com comparsas, na Rua Novos Unidos, em Periperi, no subúrbio de Salvador, por equipes da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Houve confronto, segundo a polícia. Um revólver calibre 38 e munição foram apreendidos.

Já na Palestina, policiais da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) da PC e do Comando de Operações Táticas (COT) da PF trocou tiros com um outro suspeito, que também morreu. Uma pistola calibre 9mm, com carregador alongado e munições foram apreendidos com ele.

Na manhã de domingo, outros dois suspeitos de terem participado do confronto morreram após uma troca de tiros com policiais militares, no subúrbio de Salvador.

Veja o que já foi apreendido desde o começo da operação:

  • Três fuzis;
  • Uma carabina;
  • Uma submetralhadora;
  • Quatro pistolas;
  • Um revólver;
  • Carregadores;
  • Munições;
  • Rádios comunicadores;
  • Peças de uma motocicleta roubada.
Operação em Salvador
Foto: Alberto Maraux/SSP-BA

Cronologia dos fatos

  • Sexta-feira (15)

O operação começou na sexta-feira (15), na região de Valéria, também na capital, quando o policial federal Lucas Caribé e quatro suspeitos morreram em confronto. Outros dois agentes (um da Polícia Federal e outro da Civil) ficaram feridos.

O policial Lucas Caribé chegou a ser socorrido com os outros dois agentes para o Hospital Geral do Estado (HGE), na capital baiana, mas chegou à unidade sem vida. Um dos policiais feridos passou por cirurgia no olho.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os quatro homens que morreram na sexta-feira são suspeitos de fazer parte do grupo criminoso que trocou tiros com os policiais. Dois morreram no momento do tiroteio, e os outros, horas depois, em uma região de matagal, entre os bairros de Valéria e Rio Sena, durante a fuga.

  • Sábado (16)

No sábado (16), a Polícia Civil confirmou a morte do quinto suspeito de ter participado do confronto que resultou na morte do policial federal. Ele foi morto após trocar tiros com equipes da Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) e da Polícia Federal no bairro de Mirantes de Periperi, que fica próximo do bairro de Valéria, onde aconteceu o confronto da sexta-feira.

Ainda no sábado, o sexto suspeito de ter participado do confronto que terminou com a morte do policial federal foi preso no Residencial Parque das Bromélias, também localizado na capital baiana.

  • Domingo (17)

Na manhã de domingo (17), outros dois suspeitos de terem participado do confronto que resultou na morte do policial federal morreram depois de uma troca de tiros com a polícia. Equipes da Rondesp BTS patrulhavam a região, enquanto policiais civis e federais ocupavam outras áreas da localidade.

Já na noite de domingo, mais dois suspeitos de terem participado do confronto morreram após tiroteios, nos bairros de Periperi e na Palestina. Com isso, o número de suspeitos mortos em confronto com a polícia subiu para nove.

Ações de combate ao crime organizado

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Federal se reuniram no sábado (16), para discutirem ações de combate ao crime organizado e ampliação de esforços para que sejam encontrados todos os suspeitos de envolvimento no confronto que resultou na morte do policial federal Lucas Caribé.

Na reunião, que aconteceu no Centro de Operações e Inteligência (COI) da SSP, situado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), estiverem presentes o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, o diretor Executivo da PF, Gustavo Paulo Leite de Souza, o diretor de Inteligência da PF, Rodrigo Morais Fernandes, o superintendente Regional da PF na Bahia, Flávio Albergaria, e integrantes das Polícias Militar e Civil. Eles discutiram novas ações de inteligência e de repressão qualificada.

De acordo com Werner, todos os recursos estaduais e federais estão disponíveis. Ele destacou que o trabalho integrado entre a SSP-BA e a Polícia Federal está focado no combate às facções criminosas.

Desde agosto, a Polícia Federal participa de operações na Bahia como parte de um acordo de cooperação entre o governo estadual e federal para reprimir a criminalidade no estado.

O grupo criminoso se escondeu em uma região de mata fechada, do bairro periférico da capital baiana, de acordo com a secretaria da segurança da Bahia.

Valéria fica em um ponto considerado estratégico para o tráfico de drogas e é palco de constantes confrontos entre facções criminosas de atuação local e nacional. A região margeia duas rodovias, a BR-324 e a BA-528, conhecida como Estrada do Derba, onde ocorreu a operação. A localidade está em um dos limites de Salvador, próximo ao município de Simões Filho, e tem extenso matagal.

Segundo dados do Monitor da Violência, a Bahia é o estado com maior número de mortes violentas no primeiro trimestre de 2023.

Fonte: g1 Bahia

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  1. Para a criatura que falou do Exército ocupar uma pergunta, resolveram quando ocuparam lá no Rio de Janeiro? …. Falando do Rio para “cicatriz”, Estado do genocida lembra? Lá há décadas a situação é esta.. lembra? O crime está se ramificando pelo país não é de hoje e independe de quem administra os estados.

  2. Esse é o governo do amor. No caso desse policial no mínimo deve ter sido morto com as armas que foram permitidas no governo anterior. Engraçado é que não aparece nenhum palhaço para afirmar que o policial foi morto por um bandido, mesmo ele exercendo por sua função.

  3. E os moradores trancados em casa com medo na Valéria, enquanto Jerônimo recusa a ajuda do Exército, que poderia ocupar o local por um tempo. Matar os criminosos não soluciona,neles parecem brotar do chão.

  4. Parabéns aos guerreiros irmãos e que Deus continue abençoando e protegendo vocês. Lembrem-se que, segundo notícias imprensa, suspeita que centenas de criminosos vieram fugidos prá Salvador abrir “filial” de facção. Prender é enxugar gelo com guardanapo pois o maior impecilho pra prender estes malditos ainda é a justiça brasileira e suas leis “bondosas, protetivas, e seus “atenuantes de mimos”. Tudo aliado a miserável corrupção de muitos. Se cuidem e…..

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