Transfobia

Mulheres trans são agredidas no bairro Gabriela; vítimas tiveram barraca de lanches destruída

Uma campanha foi realizada, para arrecadar recursos e montar uma nova barraca de lanches.

30/06/2022 09h40, Por Gabriel Gonçalves

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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

No dia 28 de junho, em que foi celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, no qual tem como objetivo, a luta da comunidade por mais direitos e suas garantias, duas mulheres trans foram agredidas fisicamente no bairro Gabriela em Feira de Santana.

As agressões aconteceram enquanto as jovens estavam trabalhando vendendo lanches na Avenida Homero Figueiredo.

Proprietária da barraca e mãe de uma das jovens, Raimunda Costa dos Santos, contou à reportagem do Acorda Cidade, que reside no bairro há mais de 30 anos, e pela primeira vez, presenciou uma cena como esta, no que resultou a perda da fonte de renda da família.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“De repente um cara surtou, chegou aqui em meu estabelecimento e começou a jogar martelo, pedras, ferro, corremos para nos defender e não sermos agredidas, ele ainda achou que foi pouco e continuou jogando tudo e quando chegou em nossa barraca, quebrou tudo. Infelizmente a gente não poderia fazer nada, porque um cara como esse que estava agredindo todo mundo, não tinha como fazer nada, a não ser correr, como fizemos. Além das agressões físicas, ele continuou xingando todo mundo. Essa foi a primeira vez que ele agiu dessa forma com a gente, mas nós temos outros relatos com esta mesma pessoa, porque uma vez ele já passou aqui pela rua, e ficou gritando, nos xingando, ameaçou minha filha de morte, porque ela é transexual, disse que vai matá-la, e agora dessa vez, ele fez total estrago, ainda chamamos a Polícia, a mãe dele esteve aqui no momento, informou que isso não iria mais acontecer, mas nós estamos com medo. A nossa barraca ficou totalmente destruída, e o pior, é que a gente conhece ele, conhece a família, e está agindo desta forma”, disse.

Foto: Arquivo Pessoal

Karma Iris Santos, 24 anos, é mulher trans e filha de Raimunda. Segundo ela, outras pessoas já foram vítimas deste mesmo agressor.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Infelizmente não é a primeira vez que este caso acontece, ele também já atacou outras pessoas, já jogou paralelepípedo em mim, em um garoto, e a resposta dele, é que surta, já ameaçou outra garota também, ela me mostrou algumas provas das ameaças que ele fez para ela, chegou a arrombar o portão, e ela só conseguiu fugir, porque os vizinhos chegaram a tempo. Nós que fomos agredidas, primeiro com uma barra de ferro, não chegou a agarrar em ninguém, mas depois ele jogou um martelo que pegou na mão da minha amiga. Ainda tentei pegar a barra de ferro no chão para me defender dele, mas ele já veio também jogando outras coisas, nos xingando, dizendo que iria nos matar e isso não pode ficar desta forma. Nós demos uma queixa deste indivíduo, já publicamos também nas redes sociais, já que pelo menos lá, nós temos voz, pelo que a gente ficou sabendo, ele iria ser intimado, mas é uma situação delicada porque isso está acontecendo com frequência”, disse.

Foto: Arquivo Pessoal

Rousaly Kaliany Barbosa de Sena, 21 anos, também é mulher trans e é a amiga de Karma, que estava no momento da agressão. Segundo ela, o martelo jogado atingiu a mão.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“A gente não esperava que isso iria acontecer. Ele passou, ainda deu bom dia, e seguiu. Logo depois, uma barra de ferro foi jogada, mas para a nossa sorte, é que pegou no carrinho e escutamos a zoada. Quando olhei para trás, ele já estava correndo em nossa direção com um martelo, foi quando ele jogou e pegou na minha mão. Ele é um louco, agressivo e preconceituoso, mas graças a Deus, estamos bem”, contou.

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Por conta da destruição causada na barraca de lanches, uma campanha foi realizada para arrecadar recursos e recuperar toda a estrutura.

De acordo com Karma Iris, as pessoas podem realizar doações através do PIX, pelo (75) 99169-9753.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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  1. Paulo cezar disse:

    Bom dia!

    Fui ao hospital João Campos em tanquinho, levar meu tio p fazer teste de COVID, mesmo com todos os sintomas e tendo contato com infectado, o atendimento foi recusado. Mandou ficar em casa de quarentena. Não u lhe perguntar tô, quem vai receitar o remédio adequado, se bem pela triagem passou. Esse é o tipo de atendimento q nós pobres e negros recebe nos postos de saúde e hospitais de nosso município.

    Abraços.

  2. Marialva disse:

    Ele é a família tem que ser responsabilizado pelo que fez e pagar por todo prejuizo que causou

  3. Maria Geralda disse:

    Esses monstros agressores tem que ficar dentro de jaulas. Que a justiça seja feita, elas podem e devem mover um processo de danos materiais e morais e aguardar a justiça.

    ELES TERÃO QUE PAGAR PELO QUE FIZERAM!!!!

  4. Paulo disse:

    O que cura surto de vagabundo é porrada! Quebrar no pau esse verme. No mínimo ele é apaixonado pelas meninas. Infelizmente a polícia não pôde agir porque é sempre alvo de críticas e de protestos em suas ações pela própria população à qual defende. Se esse canalha levasse uma surra bem dada, nunca mais iria agir dessa forma.

  5. Marcos souza disse:

    Tem sim que pagar pelo estrago e se responsabilizado pelo seus atos se tem problema de cabeça que fique trancado em casa pois as pessoas que querem trabalhar honestamente não tem culpa da frustração dele nao.

  6. Lucinaldo disse:

    Eu passo ai por volta das 5:30 da manha para eu ir trabalha elas já estão ai trabalhando ai são lutadoradoras.

  7. Maria disse:

    JUSTIÇA TEM QUE SER FEITA

  8. Luiz disse:

    Se acha o machão pra agredir e prejudicar mulheres trabalhadoras, guerreiras que acordam quando ainda nem é dia, num frio desgraçado desse, pra ganhar a vida dignamente, fazendo e vendendo seu mingau, sua tapioca, seu café… Aí quando a coisa aperta o frouxo corre pra debaixo da saia da mamãezinha e diz que surtou…

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