Feira de Santana

Permissionários do transporte alternativo realizam manifestação contra clandestinidade e pedem bilhetagem eletrônica

A categoria do transporte alternativo está enfrentando diversas dificuldades, desde a falta de passageiros motivada pelo transporte clandestino, até as taxas abusivas que são necessárias pagar.

06/05/2021 11h08, Por Gabriel Gonçalves

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Gabriel Gonçalves

Motoristas e cobradores que fazem parte do transporte alternativo de Feira de Santana se concentraram na Avenida Nóide Cerqueira, na manhã desta quinta-feira (6), para realizar uma manifestação pelo centro da cidade. Uma das principais queixas feitas pelos permissionários, é a falta de fiscalização e combate ao transporte clandestino que atua no município.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o motorista Dário Alves Santos, explicou que a categoria está enfrentando diversas dificuldades, desde a falta de passageiros motivada pelo transporte clandestino, até as taxas abusivas que são necessárias pagar.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"A clandestinidade é o terror maior que nós temos em nosso sistema de transporte alternativo hoje em nossa cidade de Feira de Santana. Nós temos compromissos diversos, a gente transporta o passe livre, o clandestino não leva, a gente transposta a meia passagem, o clandestino não leva, fora o GPS que precisamos pagar quase R$ 300 do nosso bolso, um valor altíssimo que se for encontrar aí na praça, esse valor cai para R$ 60, R$ 70. O poder público sempre diz que vai ter uma solução, mas nunca tem, nós queremos também a bilhetagem eletrônica, solicitamos a redução da outorga, porque a gente não tem mais esse fluxo de passageiros, precisamos de uma sustentabilidade, porque o próprio contrato já diz que todo empreendimento, uma empresa precisa ter sustentabilidade para se sobreviver", explicou.

O permissionário Marcos Túlio disse ao Acorda Cidade, que além de todas as reivindicações que estão sendo expostas na manifestação, a categoria também solicita da prefeitura municipal, um subsídio, para que outros profissionais possam retornar com as atividades.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"Queremos solicitar ao prefeito que nos conceda um subsídio para que possamos continuar trabalhando, porque a realidade que estamos passando, não tem como continuar. São 107 permissionários, mas cerca de 40 estão sem circular na cidade porque não estão tendo retorno financeiro. Não estamos aqui fazendo nenhum movimento político porque não somos políticos, estamos aqui fazendo um movimento da classe trabalhadora, um movimento do transporte alternativo oficial de Feira de Santana", destacou.

Raimundo de Souza, conhecido como "Dinho do Alternativo", explicou que a inclusão da bilhetagem eletrônica nos veículos tem como objetivo reduzir os riscos de assaltos, que constantemente a categoria vivencia.

"Estamos aqui hoje para cobrar melhorias para a nossa categoria, infelizmente temos colegas com seus veículos já com busca e apreensão, temos essa situação do GPS, um valor que é cobrado altíssimo de quase R$ 300 pela Via Feira, enquanto que no mercado paralelo, o valor não chega nem pela metade. Estamos também com o objetivo que seja incluso a bilhetagem eletrônica, pois o dinheiro em espécie, incentiva os assaltos e por isso estamos aqui para demonstrar a nossa situação, mas sempre em busca de prestar um bom serviço a comunidade", relatou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Ainda segundo Dinho do Alternativo, a categoria ainda não conseguiu se reunir com o prefeito Colbert Martins e por isso, solicita o apoio também do Ministério Público.

"Queremos demonstrar ao Ministério Público e também ao poder público a nossa realidade, nossa situação. Infelizmente não conseguimos o atendimento com o prefeito para que pudéssemos passar nossas pautas, não teria essa manifestação, mas já que ele só anda ocupado, tivemos que optar por este movimento, como forma de demonstrar para a sociedade e ao próprio poder público, nossa situação", concluiu.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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