Pedida preventiva de comerciante acusado de duplo homicídio em Humildes

O comerciante Otávio Passos foi indiciado como mandante do crime que vitimou a funcionária pública Nadja Suely e a filha de 13 anos, no distrito de Humildes.

16/03/2010 às 08h50, Por Dilton e Feito

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Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

A Polícia Civil de Feira de Santana concluiu o inquérito  que apura a morte da funcionária pública Nádja Suely Araújo Freitas, assassinada a tiros no dia 27 de agosto do ano passado, na Estrada de Humildes quando levava a filha Vitória Freitas Brandão, 13 anos,  para a escola. A menina também foi atingida. O comerciante Otávio Passos de Souza Brandão (foto), cunhado e tio das vítimas,  foi  indiciado como mandante do crime.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Durante entrevista ao Acorda Cidade, a delegada Martine Veloso (foto), titular da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM), informou que já representou pela prisão preventiva do indiciado e já remeteu o inquérito para a Justiça.  Segundo a delegada, todos os procedimentos foram realizados. “Todas as providências com relação a esse inquérito já foram tomadas; agora está a cargo da Justiça", dissse.

A delegada afirmou que não há dúvidas de que o comerciante  seja o mandante do crime. “Se encontram no inquérito todas as provas e indícios”, concluiu.

Otávio Passos prestou depoimento à delegada Martine Veloso no dia 1º de dezembro de 2009 e confirmou que havia problemas relacionados à herança da família. O acusado, que de acordo com a Polícia já responde por crime de receptação e possui três armas, foi apontado por várias pessoas como alguém que teria desentendimentos constantes com a funcionária pública. Testemunhas informaram que ele a teria ameaçado de morte, caso não saísse de seu caminho.

Além disso, Nadja Suely deixou uma carta atribuindo a Otávio Passos a responsabilidade por qualquer coisa que viesse a lhe acontecer. Ela teve morte instantânea quando foi baleada dentro do carro.

Foto: Arquivo

Vitória, que também foi atingida, ficou 21 dias internada no Hospital Geral Clériston Andrade e faleceu no dia 16 de setembro do mesmo ano.

 

Andréa Trindade com informações do repórter Aldo Matos

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