Juiz só depõe sobre caso da morte do motociclista se quiser

Apesar do inquérito de homicídio culposo (sema intenção de matar) ter sido aberto na Polícia Civil, o juiz Benedito Conceição dos Santos, que na última sexta- feira se envolveu em um acidente de trânsito que terminou com a morte do empresário Anderson Jorge dos Santos, não deve ser ouvido na delegacia. Testemunhas alegaram que o […]

20/10/2009 12h04, Por Dilton e Feito

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Apesar do inquérito de homicídio culposo (sema intenção de matar) ter sido aberto na Polícia Civil, o juiz Benedito Conceição dos Santos, que na última sexta- feira se envolveu em um acidente de trânsito que terminou com a morte do empresário Anderson Jorge dos Santos, não deve ser ouvido na delegacia. Testemunhas alegaram que o juiz teria dado uma roubadinha em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia ao sair de uma curva para entrar na sede do TJB.

O delegado plantonista da 11ª Delegacia (Tancredo Neves), Augusto Dias Lima, responsável pelo caso, explica que o magistrado possui foro privilegiado. “Por ser juiz, ele está respaldado pela lei com algumas especificidades. A Polícia Civil não pode estabelecer nenhuma punição. A única coisa que faremos é fechar o inquérito e remeter para o Ministério Público que, se acatar a denúncia, encaminha para o Tribunal de Justiça”.

Lima não descarta a possibilidade do magistrado aceitar depor sobre o acidente. Para isso, no entanto, o delegado vai aguardar primeiro o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) que deve apontar se a manobra do juiz foi errada. A análise deve ficar pronta em dez dias úteis.

O advogado Marcos Melo, que representa o juiz, disse que ele está disponível para prestar quaisquer esclarecimentos às autoridades. Em entrevista ao CORREIO, no domingo (18), o juiz declarou que a manobra foi correta e alegou que o motociclista vinha em alta velocidade.

Na segunda-feira (19), a viúva do motociclista, Ramille Cravo dos Santos, esteve na delegacia para pegar os pertences do marido recolhidos pela perícia e rebateu as declarações do juiz. “Meu marido não andava correndo. Ele tinha amor à vida e respeitava as leis. O juiz sequer nos procurou para dar qualquer assistência”, disse a viúva que temuma filha de 6 anos.

(Notícia publicada na edição impressa do dia 20/10/2009 do CORREIO)

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