Saúde

Janeiro Roxo alerta para conscientização sobre a Hanseníase

Muitos pacientes alegam que sofrem preconceitos com a doença.

18/01/2022 07h40, Por Andrea Trindade

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Gabriel Gonçalves

Neste mês é celebrado o 'Janeiro Roxo', que tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a Hanseníase, através das ações de conscientização e reforçar a importância do diagnóstico precoce para evitar a ocorrência de sequelas graves, que geram incapacidades físicas.

Apesar da doença ser milenar, ainda é cercada de mitos, estigmas e preconceitos e por esses motivos, o mês de janeiro é dedicado à atenção para o tema e ao esclarecimento sobre os sintomas, prevenção e tratamento.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
 

Em entrevista ao Acorda Cidade, o alergista e dermatologista Cláudio Luiz de Oliveira Nogueira, explicou que a doença é fácil de ser detectada, pois os sintomas são visíveis na pele do corpo humano.

"A Hanseníase é extremamente uma doença de pele e começa com uma manchinha e esta mancha pode ser branca, às vezes até se confunde com o pano branco, pode ser vermelha, pode ser nódulos e pode ser uma infiltração, ou seja, um inchaço a depender desse tipo de Hanseníase, porque são quatro tipos, o Tipo 1, que chamamos de Tuberculóide, o Tipo 2, que é a Indeterminada, o Tipo 3 que se chama a Dimorfa e a mais grave que tem, a Virchowiana. Muitas vezes, os pacientes apresentam a perda da sensibilidade na pele principal, e as pessoas chegam aqui no consultório com essa perda, porque já atingiu o nervo, então esse paciente fica sem sensibilidade, perde as forças crônicas e com nódulos cheios, caroços que apresentam no corpo", explicou.

De acordo com o médico, o tratamento é feito através de antibióticos.

"A Organização Mundial de Saúde preconiza o tratamento que é dado pelo Governo, é feito através de medicamentos antibióticos, mas caso este quadro já esteja em um modo mais grave, neste caso é preciso de terapias e a depender do tipo da Hanseníase, esse tratamento pode ser de até seis meses. Caso sejam lesões mais graves, esse tratamento pode levar até dois anos. Antigamente, na época de Jesus Cristo, esse nome era chamado de Lepra, mas para diminuir a questão do desprezo que tem a doença, a Organização Mundial da Saúde decidiu modificar o nome para Hanseníase ou Bacilo de Hansen", afirmou.

Assim como existe o tratamento, é possível também ter a cura da doença. Segundo o alergista e dermatologista Cláudio Luiz, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, melhor será o tratamento.

"Eu sempre digo que não só a Hanseníase, mas qualquer outra doença que for detectada logo no início, pode sim, ser curada. O tratamento, pode ser da mesma forma como o câncer, descobriu de forma precoce, realiza o tratamento, mas infelizmente muitos pacientes se deixam levar, ficam com a doença por muitos anos e quando decidem procurar um especialista, já é tarde. Chamamos a atenção, porque a falta desse tratamento, pode deformar o local do corpo humano, as mãos por exemplo começam a apresentar muitos caroços, apresentam feridas, e lesões", contou ao Acorda Cidade.

Em Feira de Santana, cerca de 100 pacientes recebem atendimento no Ambulatório de Hanseníase que fica no Centro de Saúde Especializado (CSE) Dr. Leone Coelho, localizado na rua Geminiano Costa.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
 

De acordo com a enfermeira do Ambulatório Rosângela Dias, existe um preconceito muito grande por parte dos próprios pacientes ao identificar a doença.

"O preconceito já inicia pelo próprio paciente quando ele descobre a mancha, as vezes não se atentam, nem o familiar que está próximo percebe. Então geralmente essa pessoa procura um médico pela rede privada, pelo SUS, mas o correto seria ir diretamente em um Posto de Saúde, pois lá o enfermeiro ou médico, já estão capacitados para atender e avaliar este paciente e detectar se ele está com Hanseníase. Feito isso, é realizado um relatório referencial para que este paciente passe a ser atendido aqui no CSE. Aqui em nosso Ambulatório, nós temos uma equipe multidisciplinar seja com enfermeiros, nutricionistas, dermatologistas e quando o paciente chega aqui em nossa unidade, o primeiro acolhimento é feito pelo técnico de enfermagem e a partir daí, iremos fazer todos os exames laboratoriais e se houver a necessidade que seja solicitada pelo médico, o paciente precisa fazer a biópsia e nisso, ele já começa a ficar em pânico, achando que a doença não tem cura, mas tem cura sim, porque é tratada através dos medicamentos, mas inicialmente, essa doenças precisa ser aceita pelo paciente", informou.

Desde ontem (17) uma programação especial está sendo realizada no Centro de Saúde Especializado.

"Até o dia 31, como nós ainda estamos na pandemia da Covid-19, não podemos fazer uma apresentação muito extensa, portanto, teremos algumas atividades aqui mesmo no Ambulatório, teremos palestras e alongamentos", concluiu.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
 

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