Natal

Iluminação natalina: veja dicas para economizar energia e manter a segurança da decoração

Gerente de operações da Coelba orienta sobre a forma como os piscas-piscas devem ser instalados para evitar o risco de acidentes.

23/12/2021 06h22, Por Andrea Trindade

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Laiane Cruz

Há 10 anos a professora aposentada Nilda Moraes Santana sente prazer em decorar a casa com lâmpadas coloridas de diversos tamanhos, formatos, e piscas-piscas durante o período do Natal. Quem passa em frente à residência também se encanta com o Papai Noel iluminado, as renas, o anjo, as árvores decoradas e uma infinidade de cores, que evocam a magia e espírito da festa.

Foto: Arquivo Pessoal

“Há muitos anos comecei botando uma coisinha ou outra. Hoje eu decoro a casa toda. Essa decoração, eu e meu marido começamos a fazer no dia 1º de novembro. Ele faz a parte elétrica e eu vou arrumando as coisas. Há três anos, mandei fabricar um anjo. Gosto de iluminar as árvores e esse ano acrescentei uma rena”, informou a professora, que levou cerca de 15 dias para completar a iluminação da casa.

Para ela, o Natal é época de celebração do nascimento de Jesus e manter a iluminação da casa faz nascer esse sentimento de alegria também em outras pessoas.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Foto: Arquivo Pessoal

“Natal pra mim é uma época muito bonita, em que a gente celebra o nascimento de Jesus. E minha casa iluminada, quando as pessoas passam e vêem a casa acesa, naquelas pessoas também desperta esse espírito natalino. À noite as crianças querem tirar foto aqui na porta”, contou.


Mas, para além da beleza da decoração natalina, também está o custo da geração de energia dos equipamentos luminosos. Segundo a professora, em novembro a conta veio mais alta, em torno de R$ 400 e próximo mês também deve ficar alta.

“Esse ano estou até surpresa que minha conta não veio tão mais alta. Ano passado gastei mais energia que esse ano. Nunca deixei de fazer a decoração natalina. Minha conta deve vir um pouco mais alta, numa média de R$ 400.”

Foto: Arquivo Pessoal

De olho na conta

O gerente de operações da Coelba, Valdemir Araújo de Santana, alerta que as famílias podem fazer uso da iluminação natalina, mas se não querem consumir tanta energia elétrica precisam observar algumas situações.

“Algumas dicas são verificar a potência dos produtos, no caso de enfeites luminosos. A informação da potência em watts é dada na embalagem e merece atenção. Quanto maior a potência, maior o consumo de energia. Dar preferência às lâmpadas de led, que são mais eficientes, iluminam mais e consomem menos energia. A gente orienta também reduzir o tempo de uso dos piscas-piscas. Eles são bonitos nessa época, fazem parte dos enfeites das residências, tanto na parte interna quanto externa e é importante a consciência de uso deles, tanto do ponto de vista do consumo de energia elétrica quanto da segurança”, explicou o gerente de operações da prestadora de serviço.

Ele deu como exemplo um conjunto padrão de piscas-piscas com 100 micro lâmpadas, com uma potência de 50 watts, que consome em torno de 16.5 quilowatts horas/mês se for utilizado durante 11 horas por dia. Mas se o usuário reduzir esse tempo, somente ligando das 19h à meia-noite consegue reduzir esse consumo para 7,5 quilowatts horas/ mês na conta de energia.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“A conta não vai ficar mais cara necessariamente, a depender de como for feito o uso da iluminação de natal. Pode manter a conta dentro da média do que já vem consumindo ao longo do ano. A decoração natalina não se torna um vilão quando se coloca em prática essas dicas.”

Vale lembrar que a bandeira tarifária vermelha ainda está sendo aplicada na conta de energia elétrica. Isso acontece por determinação do regulador em virtude das condições climáticas dos reservatórios.

“É estabelecido pela Aneel um preço de compensação na tarifa quando é acionada uma geração termelétrica, que é proveniente de combustíveis fósseis e têm um custo maior. Isso é fruto da regulação do mercado de energia do país.”

Evite choques

O gerente de operações da Coelba orientou ainda sobre a forma como os piscas-piscas devem ser instalados para evitar o risco de acidentes, sobretudo quando estes equipamentos já foram utilizados em anos anteriores.

“É comum também as pessoas aproveitarem os piscas-piscas de outros anos. Nesses casos é importante observar o estado de conservação do fio, para identificar se existe algum ponto danificado. Caso exista algum dano, é importante descartar para evitar choques e curtos-circuitos. As pessoas devem instalar a iluminação calçadas e que não estejam molhadas. Além disso, é importante se certificar que o pisca-pisca está desligado quando for instalado. Só deve ser ligado após a conclusão da instalação e caso a pessoa queira mudar algo na decoração deve desconectar da tomada”, informou.

Outra atenção é com as luzes em árvores natalinas. Para isso, é bom evitar uso de enfeites feitos com papel, cartolina, algodão, lã e palhas secas, pois em caso de curto-circuito podem produzir fogo facilmente. É importante dar preferência para usar os piscas-piscas em árvores resistentes ao calor, e assim diminuir as chances de acidentes.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade
 

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