Feira de Santana

Socioeducadores dos Cases Juiz Mello Mattos e Zilda Arns realizam manifestação nesta terça-feira (19)

Segundo o sindicato, as unidades estão liberando os adolescentes sem a completa ressocialização.

19/09/2023 às 08h23, Por Rachel Pinto

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Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Socioeducadores das Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Case) Juiz Mello Mattos e Zilda Arns em Feira de Santana realizam uma manifestação nesta terça-feira (19), para reivindicar questões de atualização salarial e diálogo junto a Fundação José Silveira que é a gestora das instituições.

Zito Santos, diretor do Sindicato dos Socioeducadores, disse ao Acorda Cidade que nesta terça-feira também acontecerá uma assembleia da categoria, e que o objetivo de toda a movimentação é chamar atenção para a falta de diálogo com a Fundação José Silveira e também para a necessidade de ajuste de salários e outras questões de trabalho. Segundo ele, a manifestação não está afetando em nada no funcionamento das unidades, pois os trabalhadores estão fazendo rodízios.

A manifestação está prevista para seguir até as 9h da manhã e ele relatou que os socieducadores não tiveram os salários atualizados desde janeiro deste ano e atualmente recebem R$ 1.212.

“Os salários não foram atualizados e recebemos atrasados. Não pagam as horas extras, querem transformar em banco de horas e o nosso adicional noturno que era de 50%, baixou para 20%. A Fundação não abre o diálogo com a categoria”, relatou.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Outra preocupação da categoria, segundo Zito, é que as unidades têm ficado vazias, devido a liberação dos internos. Ele alertou para o reflexo dessa situação nos empregos dos profissionais e também na segurança pública.

Lourival Alves, presidente do Sindicato dos Socioeducadores reforçou sobre essa preocupação e informou que muitos dos adolescentes que são liberados pelas justiça ao cometer atos infracionais ainda não estão ressocializados.

“É um risco, muitos adolescentes estão nas ruas. Muitos têm passagens e não foram ressocializados. A sociedade corre um risco muito grande”, enfatizou.

Ainda de acordo com o sindicalista, a classe teme uma onda de demissões. Em Salvador, o desligamento dos profissionais já começou a acontecer, ocorrendo neste mês de setembro a demissão de 111 trabalhadores. A unidade de ressocialização dos adolescentes em Salvador que tem capacidade de atender 96 internos está apenas com seis, devido às liberações.

Lourival relatou que atualmente em Feira de Santana existem 250 socioeducadores atuando nas Cases Juiz Mello Mattos e Zilda Arns e que as demissões podem causar muitos transtornos para estas pessoas, muitas que atuam há 15, 20 anos nesta atividade.

O Acorda Cidade está buscando contato com a Fundação José Silveira.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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  1. É preciso dar atenção a estes protestos desta categoria de trabalhadores e também uma averiguação em relação aos jovens adolescentes desta unidade visando a concertar esta iminente falha

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