Feira de Santana

Moradores de Vila Feliz realizam manifestação e cobram reunião com Dnit após fechamento de parte da BR-324

Com o fechamento de parte da via, muitos caminhoneiros deixaram de passar pelo local e as vendas também tiveram uma redução significativa.

12/06/2024 às 10h20, Por Maylla Nunes

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moradores da comunidade de Vila Feliz
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Moradores da Comunidade Vila Feliz, distrito de Tiquaruçu, em Feira de Santana, realizaram na manhã desta quarta-feira (12) uma manifestação, para chamar atenção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) diante do fechamento de parte da BR-324, trecho do ligamento do Posto Trevo ao município de Tanquinho.

De acordo com os moradores, após a criação de uma via alternativa que liga a BR-116 Norte diretamente com a BR-324, a comunidade foi prejudicada, com a suspensão da passagem de veículos.

Vila Feliz
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

O Acorda Cidade acompanhou a manifestação e conversou com alguns destes moradores para saber quais são os prejuízos enfrentados. Segundo Jucidalva Lima de Cerqueira, que é presidente da Associação de Vila Feliz e que possui uma lanchonete, com o fechamento de parte da via, muitos caminhoneiros deixaram de passar pelo local e as vendas também tiveram uma redução significativa.

“Eu vendo café da manhã, almoço e estou sendo prejudicada, é daqui que eu tiro minha renda para assumir meus compromissos e agora eu vou tirar o dinheiro de onde? Os caminhoneiros não passam mais por aqui e agora estamos fazendo o apelo em nome da comunidade para que as autoridades venham ver a nossa situação porque aqui é uma comunidade com muita gente e agora vamos ficar isolados. O que nos informaram é que não iria fechar, então ficamos na esperança de que não iria ser fechado mas aconteceu, não tiveram diálogo com a comunidade e agora estamos no prejuízo”, disse.

Vila Feliz
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Elane também tem um restaurante que fica na BR-324. Ela contou que desde a última segunda-feira (10) quando a pista foi interditada, as vendas no empreendimento reduziram quase em sua totalidade.

“Está complicado para tirarmos nossa renda, nosso sustento, pagar as nossas contas. Os motoristas estavam acostumados a parar aqui e agora, de repente parou tudo, como vamos fazer para sobreviver? Pelo menos precisamos de um acesso livre para que a gente não fique isolado de tudo. O fechamento aconteceu na segunda e pegou a gente de surpresa. Não temos condições de fazer comida para uma ou duas pessoas”, comentou.

Ana Luzia é mãe de uma jovem que estuda em Feira de Santana no período da noite. Além dos prejuízos comerciais na comunidade, ela reforçou que o ônibus que passava pelo local está impossibilitado de trafegar e os estudantes agora precisam atravessar a BR-116 para conseguir o transporte escolar. Conforme Ana Luzia, muitas pessoas estão arriscando suas vidas após o fechamento da BR-324.

“Ela vai no ônibus escolar de Tanquinho e agora o ônibus não está conseguindo entrar, minha filha está indo para a pista para pegar o ônibus e meia noite ela desce no posto Trevo para vir andando, o que é um perigo”, frisou.

BR-116 trecho duplicado
Viaduto que liga a BR-116 Norte a BR-324 | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Conceição Borges, coordenadora do Polo Sindical da Região de Feira de Santana e presidente do Movimento de Organização Comunitária (MOC) também reside na comunidade de Vila Feliz. Ela também conversou com o Acorda Cidade e relatou as insatisfações da população que alterou a sua rotina devido ao fechamento de parte da BR-324.

Ainda conforme Conceição Borges, a necessidade da comunidade, atualmente, é uma reunião com o Dnit para que todos os prejuízos sejam abordados.

“A situação nos deixa revoltados, estamos a favor do desenvolvimento desde que não comprometa a vida das pessoas e o que eles fizeram aqui é lamentável. Uma comunidade com mais de 200 pessoas, temos crianças que precisam ir para o viaduto para buscar o transporte, então não se avalia nenhum tipo de risco. O que nós estamos fazendo aqui na comunidade com a associação, moradores, mães é uma reunião com o Dnit. Estamos fazendo um movimento pacífico e eles vão ter que descer aqui e nos ouvir, aqui não vai ter prejuízo, vai ser uma opção de quem quiser transitar por essa via e quem não quiser, utilizar o viaduto. Eles ameaçaram as pessoas que aqui vivem, motoristas, que caso aconteça um acidente, todas as pessoas serão responsabilizadas. As mulheres, mães sofrem para encontrar os filhos na BR. O que queremos é mostrar a nossa indignação, eles cometeram muita injustiça. Não tem placa de sinalização, nada”, concluiu.

O Acorda Cidade entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e aguarda o retorno.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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  1. São situações que precisam ser vistas a melhoria para os comerciantes na marechal por exemplo tá uma bagunça e multando tudo deveria fazer vagas de estacionamento a praça do Tomba fechou rua de acesso ao outro lado da praça outros bairros anel de contorno vários acessos foram fechados e os comerciantes vão sobreviver como quem paga impostos tem um governo que só pensam em festa e criar leis que dificulta a sobrevivência do cidadão

  2. Se ficarem mantidas AMBAS as passagens e os motoristas continuarem preferindo o acesso direto à BR-324, por uma questão de facilidade, esse pessoal vai querer obrigar o povo a continuar passando em frente aos estabelecimentos deles?

    É o tipo de pedido que, se for atendido, provavelmente vai gerar outros pedidos, cada vez maiores e mais absurdos, tudo por causa do “direito” deles de terem gente passando na porta para venderem seus alimentos.

    Entendam que as coisas mudam, os tempos mudam, e há vários momentos em que é necessário se adaptar.

    1. Eles não agradeçam a Deus por o DNIT não tirarem eles dali não, boa parte desse pessoal estão na faixa que é do DNIT e ainda querem botar queixo, eu fiquei preso nesse engarrafamento, só acabou quando a PRF chegou

  3. Na realidade houve uma readequação do traçado geométrico, onde se aproveitou o incio da rodovia BA 504 trecho Feira Santanópolis, sob jurisdição do Derba, as BRs 324 conhecida Lomanto Jr e a 116 Santos Dumont, ambas sob jurisdição do DNIT, o que meu haver foi providencial, porém pode não ter havido discussão com a comunidade local.

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