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Diretora do HGCA comenta sobre os seis primeiros meses de gestão na unidade 

A diretora reforçou também sobre o papel do HGCA em atender a demanda dos diversos municípios do estado.

30/08/2023 às 16h09, Por Jaqueline Ferreira

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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Há seis meses o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) mudou de direção, com a perda do diretor José Carlos de Carvalho Pitangueira. A nova diretora, Cristiana Maria Brito França, assumiu o cargo desde o dia 25 de fevereiro e comentou em entrevista ao Acorda Cidade sobre os desafios enfrentados, bem como as análises para o futuro do hospital. 

Especializada em gestão clínica pelo Hospital Sírio Libanês e gestão hospitalar pela Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cristiana trabalha há mais de 30 anos na área de saúde. Ela explicou como sua experiência tem influenciado na gestão do HGCA.

“Eu vinha de uma gestão de um hospital pequeno e com uma quantidade de especialidades pequenas. O Hospital Ernesto Simões só tinha 170 leitos e 4 especialidades, o Clériston é muito mais complexo, denominamos de média e alta complexidade, com especialidades extremamente importantes como é o caso da neurocirurgia”, disse Cristiana.

Segundo a diretora, a gestão administrativa está atuando em torno de quatro eixos para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente e da equipe do hospital.

“Quando assumimos, tínhamos que traçar algumas metas para que a gente pudesse trabalhar de uma forma tranquila e que tivéssemos uma resolução mais rápida. Temos 4 eixos, gestão e transparência – organizar os processos de trabalho, principalmente os administrativos, para gente trazer mais tecnologia e organização de contratos de serviço de trabalho – e de transparência, para mostrar o que o Clériston tem de melhor para proporcionar uma melhor qualidade de assistência à população. Lembramos que tivemos que trabalhar a questão dos funcionários, porque entendemos que um funcionário bem atendido, bem compreendido, é um funcionário que consegue passar o que há de melhor dele para o paciente”, explicou. 

Inaugurado em 1984, o hospital foi ampliado com a inauguração do HGCA ll. Alas foram remanejadas, assim como a ala obstetrícia e novas tecnologias foram adotadas. Cristiana falou das mudanças que já foram implementadas na sua gestão. 

“Estamos trabalhando na estruturação da parte física do hospital, lembramos as obras que estão em andamento. Entregamos o novo ambulatório que demos o nome do saudoso José Carlos Pitangueira, estamos com um novo refeitório, em que a capacidade é muito maior, o nosso refeitório tem o mesmo metro² do hospital Roberto Santos, então é um refeitório amplo, bonito, em que tem uma climatização muito boa com equipamentos totalmente novos e de tecnologia de ponta. Entregamos uma enfermaria cirúrgica, que possui 30 leitos, totalmente climatizada, com dois isolamentos e todo o padrão que a vigilância sanitária pede, climatização e tecnologia de ponta”, afirma.

Conforme a diretora, no dia 14 de agosto iniciaram-se as obras de requalificação de uma das enfermarias e que continuam a trabalhar com áreas já existentes para melhorar as outras estruturas físicas que necessitam de manutenção. 

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Trabalhamos também com as áreas que já estavam construídas, como o Clériston ll, estamos fazendo novas adequações no centro cirúrgico e também no CME, trazendo qualidade de ponta. Estamos sentando com os funcionários, fazendo reuniões com grupos da área de saúde médicos, enfermeiros, psicólogos, enfim, todos eles, e com a área administrativa, para que a gente possa ter totalmente um direcionamento voltado para os nossos objetivos, então junto disso que conseguimos construir esse norteamento para gente trabalhar as questões pendentes no Clériston”. 

Outro eixo apontado foi a tecnologia da inovação, através da instalação de computadores, ampliando o prontuário eletrônico, este que a secretaria de saúde divulgou no dia 16 de agosto um programa de digitalização das informações médicas dos pacientes. 

Segunda Cristiana, os avanços também foram possíveis, conforme os repasses que o governo do estado está realizando, aumentando a cota mensal do hospital.

“A gente precisa agradecer em nome da diretoria do Clériston, à secretária de saúde Roberta e ao governador Jerônimo que quando chegamos, solicitamos que houvesse um aumento da contrapartida da Sesab, que é um valor financeiro que o estado repassa para o Clériston para trabalhar nos pagamentos dos contratos e de materiais. Conseguimos agora um aumento substancial por parte da Sesab para nos ajudar a tocar essa questão financeira. Por isso, a gente tem pouca demanda de pedido de material, porque fizemos um planejamento para ter um estoque de farmácia, de almoxarifado de três meses. Quando se tem falta, é algo muito pequeno”, disse.

Além da questão financeira, Cristiana disse que é preciso focar na atualização dos profissionais.

“Estamos fazendo a capacitação, isso o Clériston já fazia, só intensificamos. Estamos fazendo muito curso, treinamento, fechamos uma parceria com a Uefs na qual fazemos curso de extensão para profissionais do nível médio. Como é um hospital-escola, temos todos os dias cursos de atualização, temos estudos através das parcerias com outras universidades para estarmos sempre capacitando. Hoje temos um Serviço de atendimento ao trabalhador, que faz todos os dias ginástica laboral, massagem, capacitação para que a gente possa tornar o ambiente do Clériston mais  leve para que o trabalhador se sinta mais acolhido e valorizado pela gestão”, observou.

A diretora reforçou também sobre o papel do HGCA em atender a demanda dos diversos municípios do estado.

“O Clériston é o hospital mais importante do interior do estado, por essa nomenclatura a gente vê que ele tem uma missão, uma responsabilidade muito grande, não só com a saúde do povo de Feira, mas também dos seus 128 municípios no qual temos a pactuação. Vem pacientes do norte do estado, do sul da Bahia. Todos que precisam, estão aqui. Até porque hoje, o Clériston tem equipes inovadoras em tratamento de algumas doenças, como a neurocirurgia. Hoje fazemos tratamento em hospitais particulares que não realizam. Então precisamos melhorar a assistência para que a gente atenda todo o público que vem, pela demanda do Samu e pela Central Estadual de Regulação”, afirmou.

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Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

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