Viva Santo Antônio

Conheça a história de fé e devoção do radialista Tanúrio Brito a Santo Antônio: “Caminhar com Deus é a verdadeira forma de ser feliz”

Nesta quinta-feira, 13 de junho, é o dia do santo padroeiro dos pobres, o casamenteiro, pai dos viajantes, Santo Antônio.

13/06/2024 às 06h23, Por Jaqueline Ferreira

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Santo antônio - istock
Foto: Pedro Emanuel Pereira/Istock

Em Feira de Santana, há muitos fiéis de Santo Antônio gratos pelas bênçãos que o protetor dos pobres trouxe em suas vidas. Um deles é o radialista Tanúrio Brito, que, antes de chegar à cidade, devotou sua fé ao santo para recomeçar sua história. Neste dia 13 de junho, em que se celebra o Dia de Santo Antônio, aproveitamos a oportunidade para contar a relação deste devoto com o santo também conhecido como casamenteiro.

Nesta quinta-feira (13), em Feira de Santana, procissões são realizadas em homenagem ao santo e marcam o encerramento do Trezenário da Paróquia Santo Antônio dos Frades Capuchinhos, que iniciou no dia 31 de maio, comemorando o Jubileu de Diamante.

De Salgueiro, em Pernambuco, para Feira de Santana, não foi uma mudança fácil. Na cidade, Tanúrio refez sua história, fez laços com seu casamento, criou seus filhos e se tornou um dos maiores radialistas da região, graças às conquistas com a força e a fé depositadas em Santo Antônio.

Tanúrio Brito
Tanúrio Brito | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Desde criança, eu cresci em uma cidade cujo padroeiro é Santo Antônio. É uma cidade que nasceu sobre a inspiração e a fé em Deus, porque o coronel Manoel Di Sá, fundador da cidade, teve que procurar o filho, Raimundo Di Sá, na mata. A criança de 3 ou 4 anos tinha desaparecido e foi encontrada embaixo de um pé de salgueiro. Ele disse, se Deus me der meu filho, o dia em que eu receber essa benção e o glorioso Santo Antônio interceder a Deus, eu vou fazer uma capela. A criança foi encontrada sã e salva sem nenhum arranhão, debaixo do pé de salgueiro, comendo fruta, com três dias de desaparecida”, relembrou.

Na sua infância, as festas juninas ainda eram daquelas tradicionais em que as crianças soltavam balões, compareciam às procissões com o início do Trezenário em comemoração ao santo e se dava o pontapé para os festejos de São João. A cultura nordestina, sobretudo, a religiosidade, que sempre lhe encantou.

Entre os saberes ao longo da vida, a devoção ao Santo ficou ainda mais forte quando Tanúrio decidiu se mudar para Feira de Santana. A cidade em expansão, com moldes de interior e a proporção do segundo maior município do estado não lhe assustou, porque Santo Antônio veio a frente abençoando seus passos.

“Eu sempre recorria a Deus com intercessão de Santo Antônio. As pessoas sempre falavam que a cidade era perigosa, violenta, cara e que não iria dar certo se eu viesse para cá e eu submeti a Santo Antônio para que ele intercedesse a Deus para que tudo acontecesse da melhor forma possível”, explicou.

Neste legado, já se vão 44 anos de história muito bem vividos em Feira de Santana. Trajetória essa, que Tanúrio se orgulha e que já faz parte como um feirense nato, do coração da terra.

“Eu só tenho coisas boas para falar dessa minha vinda para Feira de Santana, onde eu constituí família, cresci profissionalmente e claro que eu atribuo tudo isso a Deus e ao glorioso Santo Antônio”, relatou.

Um dos momentos mais marcantes do amor por Santo Antônio veio com um sinal de Deus pela força que ele pedia para conseguir mudar de cidade e prosperar na vida.

“Eu tive que buscar uma força maior e essa força veio de Deus através de Santo Antônio. Eu não tenho dúvida nenhuma da presença dele todo santo dia”, afirmou.

Boa parte da família de Tanúrio são devotos de Santo Antônio, assim como os moradores de Salgueiro que sempre saem às ruas para celebrar e homenagear o padroeiro da cidade.

“É uma das festas religiosas mais concorridas do sertão central de Pernambuco. São dezenas de cidades que o tem como padroeiro, apesar de ser português, ele é muito popular entre os brasileiros. Mas, em Salgueiro é difícil você não achar uma família que tenha em casa uma imagem de Santo Antônio e que não comparece nessa época para prestigiar e superlotar a igreja”, observou.

O Trezenário de Santo Antônio, no mês de junho, sempre lhe traz uma saudade enorme dos tempos passados na cidade natal. Aos 12 anos, ele já participava da organização dos festejos de alguma forma, seja através da escola, confeccionando algo para decorar ou diretamente na igreja, ao lado dos fiéis mais experientes.

“Eu já me empolgava para participar. Segurava as partituras dos músicos da filarmônica que tocava e anima as festas à Santo Antônio, como a banda Cabaçal que ficou famosa em Caruaru, então, tudo isso marcou muito”, lembrou.

A fé em Santo Antônio foi seu norte para seguir na profissão como radialista. Segundo Tanúrio, foi a presença de Antônio em sua vida que lhe fez percorrer os caminhos corretos, longe da maldade do mundo.

“Eu não posso andar fazendo coisas erradas, porque eu tenho Santo Antônio ao meu lado me puxando a orelha e dizendo não vá por esse lado, o caminho é esse. E toda vez que eu recebo esse “puxão de orelha”, as mudanças de atitude resultam em coisas boas e não demora não”, disse.

Este ano, Tanúrio foi convidado para proclamar uma das leituras no Trezenário, na noite em que homenageava os comunicadores de Feira de Santana. Para ele é bastante gratificante ver a elevação da igreja ao status de Santuário ao Santo, ela que abriga todos os anos, romeiros, fiéis devotos do padroeiro dos pobres.

Em 2018, o radialista precisou fazer uma cirurgia devido a uma alteração benigna na próstata e no momento do procedimento, na mesa de operação, mais uma vez ele pôde contar a graça e a fé de Santo Antônio.

“Eu renasci ali. Me livrei desse tormento e não tenho dúvidas que Deus estava comigo, com toda a equipe e a operação foi um sucesso. Hoje eu estou aqui já chegando para os 70 e gozando de perfeita saúde”, declarou.

A fé em Santo Antônio lhe salvou muitas vezes ao longo do seu caminho. Antes de finalizar, Tanúrio deixou um recado importante de fraternidade para que as pessoas se apeguem às boas coisas da vida.

“Se a gente for depender apenas das coisas materiais, estaremos condenados ao fracasso porque as coisas materiais são findas, a própria vida é uma passagem e a gente busca a salvação e não há outro caminho além de Jesus. Eu sou o caminho, a verdade e a vida e para chegar a Deus, o caminho é Jesus e eu cheguei a Jesus com a ajuda de Santo Antônio. Eu quero que toda criança, todo jovem aprenda isso com exemplo de seus pais da forma mais verdadeira e sincera possível”, declarou.

‘Caminhar com Deus é a verdadeira forma de ser feliz, Viva Santo Antônio’, acrescentou Tanúrio.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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  1. História linda ,Deus continue abençoando grandemente.
    Viva santo Antônio.
    Cada uma saiba respeitar a religião do próximo e seguir em frente conforme sua Fé, o milagre acontece basta ter Fé no que pede de todo o coração.

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