Mundo Imobiliário

Escritor do Best Seller dos Imóveis lança livro sobre a influência das crianças na compra de residências

O livro Meu Imóvel, Meu Mundo Kids, traz a participação das crianças, nascidas a partir de 2010, mostrando o quanto elas interferem na hora de comprar os imóveis e como podem impactar o mundo ao seu redor.

23/09/2023 às 10h38, Por Jaqueline Ferreira

Compartilhe essa notícia

Foto: Divulgação/Datastore

O estatístico e fundador do banco de dados Datastore, Marcus Araújo, explanou em entrevista ao Acorda Cidade, o cenário atual do mercado imobiliário e as mudanças nas percepções dos compradores de imóveis.

Conhecido como um futurologista no campo da habitação, ele compartilhou suas pesquisas, que incluem novas perspectivas sobre o setor imobiliário, como o envolvimento das crianças nas decisões de compra de imóveis e as transformações nas relações familiares que estão ocorrendo nos lares brasileiros.

“A demanda imobiliária é formada não somente pela falta do imóvel, ela também é formada pela melhoria de moradia. Ou seja, pelas novas expectativas. Então agora como as pessoas têm novas expectativas, elas querem atualizar o imóvel. Então, o construtor, sabendo disso, ele oferece aquelas novidades”, disse.

Foto: Iasmim Santos/Acorda Cidade

De acordo com Araújo, temos em torno de 28 a 29 milhões de crianças no Brasil até nove anos de idade. O números de pets avança para mais de 149 milhões de animais domésticos dentro dos lares brasileiros. Ele explica porque esse número segue em crescimento. 

“Com maioria de filhos únicos, os filhinhos pedem bastante um irmão e às vezes os pais estão trabalhando fora de casa, acabam fazendo essa composição”.

Segundo o futurologista, o surgimento de novos espaços dentro dos empreendimentos, como lugares para os Pets, acompanham as transformações que as relações cotidianas familiares acabaram desenvolvendo ao longo dos anos.  

“Agora existem empreendimentos que cuidam do pet, eles têm o que é para se movimentar, para fazer exercícios. Porque, por exemplo, não pode ficar só no apartamento, tem também obesidade que já é um problema. Não pode ficar só paradinho dentro da minha casa e agora já existem empreendimentos que cuidam mais ainda, você tem o que por exemplo, O PET CAR, você pode chamar um especialista para fazer banho e tosa em casa. E tem pessoas da nova geração, por exemplo, ficam mais inseguras em relação a levar para algum lugar mais distante de casa”, disse.

O escritor lembra que até o ano 2000 os cães eram os vigilantes da casa, mas com os avanços tecnológicos eles foram substituídos pela segurança digital como câmeras e cercas elétricas. Além disso, ele fala que a chegada dos condomínios também impulsionam a presença de bichinhos menores. 

“Tínhamos os filas brasileiros, pastores alemães. Até o ano 2000 era o cão de guarda. A partir daí nós passamos a ter a chegada dos condomínios e para viver em condomínio não pode ser muito bravo, tem que ser mais mansinho. Então começaram a entrar novas raças menores para caberem nos apartamentos e também mais dóceis para poder viver em condomínio”, declarou. 

Foto: Divulgação/Datastore

O construtor contou ao Acorda Cidade como sua participação como futurologista do morar, entra na parte do planejamento das moradias. Um empreendimento bem planejado, que atende as necessidades reais dos moradores, sempre terá um boa aceitação. 

“Para fazer o estudo de inteligência sobre qual o melhor produto para colocar naquele terreno, nós temos um algoritmo que explica a questão das moradias. Então nós conseguimos chegar no melhor mix de apartamentos, por exemplo, ou de casas para serem ofertadas e o local em que vai haver uma velocidade muito alta de aquisição. Lança vende, lança vende, lança vende, é porque tá dentro da expectativa, porque se não tivesse não venderia”, explicou.

De acordo com ele, ‘antigamente haviam clientes imobiliários, hoje há consumidores de imóveis’. Marcus explica que um consumidor de imóveis é diferente de um cliente. 

“Hoje ele acompanha as tendências e ele não quer que seja um desperdício. Então, antes você em 1990, era muito comum comprar um apartamento de três quartos na expectativa de ter dois filhos. Mas hoje não, se ela só vai ter um filho, ela vai comprar um, dois quartos, mas não vai comprar o terceiro quarto na expectativa. Ou seja, eles só compram aquilo que vão usar”, pontuou.

O estatístico também explicou que hoje as crianças têm suas predileções na opinião dos pais na hora da compra dos imóveis. A presença da natureza no empreendimento é bem requisitada, pois as novas famílias mudaram sua relação com o mundo. Ele fala que em 1980 os pais retiravam uma abelha de dentro de casa na base do pano de prato, colocando ela para fora. Hoje, há uma responsabilidade ambiental em que se compreende a importância das abelhas na cadeia produtiva. 

“Agora tem que fazer a remoção com o especialista, tem algumas regras para fazer uma remoção saudável. O índice mínimo de abelhas que ficam para trás, não pode superar 5% de toda a colmeia. Então, as crianças, elas se preocupam com isso. A polinização, para vocês terem uma ideia, 35% das frutas que nós conhecemos hoje e consumimos depende da polinização das abelhas. Então as crianças são muito exigentes com relação a isso. Hoje é muito comum pais da nova geração, se uma abelha entra em casa eles procuram ali uma janela para abrir, para a abelhinha sair viva”, observou. 

Além disso, Marcus dá uma boa dica na hora de comprar um imóvel explicando que ele deve atender as demandas reais da vida do cliente.

“Você compra para ser feliz, então tem que ser uma compra saudável. Há muito tempo atrás as pessoas compravam porque o outro comprou. Agora as pessoas que realmente vão produzir a felicidade e a felicidade passa por não ter uma vida estressada. Você compra algo acima do que você pode pagar ou no limite do que você pode pagar, você tem chance de ter algum problema. Então, é muito melhor fazer um estudo das necessidades da família”, pontuou. 

Lançamento de livros 

O livro Meu Imóvel, Meu Mundo Kids, traz a participação das crianças, nascidas a partir de 2010, mostrando o quanto elas interferem na hora de comprar os imóveis e como podem impactar o mundo ao seu redor. Ele é voltado para os pequenos de 7 a 11 anos, mas os adultos também podem se surpreender com a história do best-seller. 

Outro livro que o escritor está lançando tem coautoria com Augusto Cury,  ‘Mentes Saudáveis Lares Feliz’. De acordo com Marcus, ele ficou em 1º lugar no ranking da revista Veja em março e no ranking dos editores da PublishNews. Ele está entre os livros mais vendidos do Brasil. O livro traz dados relevantes que ajudam a entender melhor a dinâmica das relações cotidianas, principalmente dentro de casa. No livro, Marcus alerta que o excesso das redes sociais podem consumir a sua vida real. 

“Nós passamos 57% da nossa existência dentro de casa. 30% dormindo. Então, você imagina que se você gasta uma hora do seu pré-sono acessando, por exemplo, vídeos curtos nas redes sociais, no outro dia, o celular está com a bateria recarregada, mas você não. Sua bateria já está descarregada na largada do dia”, finalizou.

O livros estão disponíveis no Amazon e no Datastore.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos grupos no WhatsApp e Telegram

Compartilhe essa notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Notícias

image

Rádio acorda cidade