Saúde

Diretora médica do Hospital da Mulher avalia estudo que diz que Brasil tem o maior número de mortes de gestantes por covi-19

A médica explicou que vários fatores podem influenciar para que essas pacientes tenham complicações ao serem infectadas pela covid.

04/08/2020 às 08h50, Por Rachel Pinto

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Rachel Pinto

A maioria das grávidas mortas por covid-19 em todo o mundo é brasileira. De acordo com o estudo publicado recentemente em um jornal internacional de ginecologia e obstetrícia, das 160 mortes registradas entre o início da pandemia até 18 de junho, 124 ocorreram no Brasil. O segundo colocado é os Estados Unidos com 16 óbitos. No comparativo de casos entre os dois países, no Brasil, foram 978 grávidas ou mulheres no pós parto, diagnosticadas com covid-19 e 124 mortes. Nos Estados Unidos 8 mil diagnosticadas e 16 mortes. A análise apresenta uma grande diferença, mas o estudo não aponta as causas da predominância de mortes no Brasil

Para entender melhor quais riscos uma gestante corre em relação a doença e como tratar, a diretora médica do Hospital da Mulher em Feira de Santana, Andréia Alencar, fez algumas considerações. Ele frisou que 77% das mortes de grávidas por covid-19 em todo o mundo ocorreram no Brasil e esse número traz preocupações e reflexões acerca da gravidez.

“O Ministério da Saúde classificou como paciente de risco para coronavírus as gestantes, desde o dia 27 de março de 2020 e até essa data, achava-se que as gestantes não eram grupo de risco porque até então não estavam sendo apresentados muitos casos nessa população. Porém, quando os casos começaram a acontecer e observaram a gravidade que ocorria nessas pacientes, o Ministério da Saúde colocou que as pacientes gestantes e puérperas inclusive, as gestantes que não desenvolviam a gravidez até o final e que cursavam com abortamento, até 15 dias pós aborto também estavam enquadradas no grupo de risco. Além disso, todas as gestantes, principalmente até a segunda semana de puerpério. A gente compreende o puerpério como período que vai do parto até 42 dias pós parto e o Ministério da Saúde colocou como grupo de risco principal os 15 rimeiros dias de puerpério. Ou seja, as duas semanas que sucedem o período do parto”, afirmou.

A médica explicou que vários fatores podem influenciar para que essas pacientes tenham complicações ao serem infectadas pela covid. Ela comentou que uma mulher quando está grávida ou em puerpério, seu corpo sofre grandes alterações, transformações fisiológicas que são naturais para uma boa adaptação e desenvolvimento do bebê. Essas alterações vão desde mudanças imunológicas, alterações cardiovasculares, como também relacionadas até a própria maneira de andar, o sistema esquelético e no sangue.

Ainda de acordo com Andreia, o ideal é que gestantes e puérperas sejam acompanhadas e observadas com atenção e tratadas como pacientes de risco, conforme a inclusão feita pelo Ministério da Saúde.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade. 

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