Política

Solidariedade expulsa prefeito que defendeu ‘castração’ de mulheres

Em nota, a sigla informou não tolerar “discursos, ações e demonstrações de qualquer tipo de preconceito”.

18/09/2023 às 16h01, Por Dilton e Feito

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Solidariedade expulsou o prefeito de Barra do Piraí (RJ), Mario Esteves, do partido após o gestor declarar a necessidade de “castrar” mulher para “controlar a população” da cidade. Em nota, a sigla informou não tolerar “discursos, ações e demonstrações de qualquer tipo de preconceito”.

“O Solidariedade não tolera discursos, ações e demonstrações de qualquer tipo de preconceito”, diz o comunicado. A legenda pontuou que a decisão, tomada de forma unânime, de expulsar o prefeito foi por “por sua fala misógina, demonstrando total desrespeito às mulheres”.

Na quinta-feira (14), Mario Esteves inaugurava uma rodovia quando comentou sobre a construção de creches no município. “O que não falta em Barra do Piraí é criança. Cadê o Dione [secretário de Saúde]? Tem que começar a castrar essas meninas, controlar essa população. É muito filho, cara. É no máximo dois, fazer uma lei lá na Câmara. Porque haja creche a ser construída ao longo dos próximos anos”.

Após a declaração, o prefeito usou as redes sociais para se justificar. Em nota, ele afirmou que “teve a intenção de ofender quaisquer parcelas da população, muito menos as mulheres” e que houve “equívoco na troca do termo técnico ‘laqueadura’ por ‘castrar”.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), um procedimento cível foi instaurado para investigar “possíveis excessos do discurso e avaliação de eventual responsabilidade por parte do prefeito”.

“Deverão ser comprovadas documentalmente quais medidas de controle populacional foram efetivamente implantadas durante o seu Governo, especialmente a quantidade de cirurgias de laqueadura e vasectomia, os critérios para aprovação de tais cirurgias, bem como a distribuição de preservativos e outros métodos contraceptivos na rede municipal de saúde”, relata o MP-RJ.

Fonte: Bahia.ba

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