Feira de Santana

Dia do Microempreendedor: categoria se reinventa e assessoria ajuda a enfrentar a pandemia

O Acorda Cidade ouviu o professor Leonardo Firmo, que é gerente do Centro de Apoio às Pequenas Empresas. Segundo ele, o cenário atual das micro e pequenas empresas é dividido em duas partes.

05/10/2020 às 16h45, Por Maylla Nunes

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Daniela Cardoso e Ney Silva

O dia 5 de outubro é o Dia do Microempreendedor Individual. Feira de Santana, que é uma cidade que tem como uma das suas principais bases da economia a atividade comercial, conta com muitas micro e pequenas empresas dos mais variados setores. O Acorda Cidade ouviu o professor Leonardo Firmo, que é gerente do Centro de Apoio às Pequenas Empresas (Ceape). Segundo ele, o cenário atual das micro e pequenas empresas é dividido em duas partes.

“Temos aquelas empresas que conseguiram um crescimento, a exemplo do setor de logística de entrega pela internet; e temos o setor de serviços, que são os salões de beleza e academias, por exemplo. De um lado temos empresas que foram bastante afetadas com a pandemia, que dependem muito da presença física do cliente, e temos empresas que foram menos afetadas e chegaram até a ser beneficiadas, como por exemplo, a pequena logística, mercadinhos, materiais de limpeza de um modo geral. Sem dúvida nenhuma o setor de serviço acaba sendo mais afetado devido a presença física e mesmo hoje, com os protocolos, ainda tem um número grande de pessoas com medo, pois a pandemia ainda está aí e são necessários todos os cuidados”, destacou. 

O professor afirmou ainda que os microempreendedores tiveram que se reinventar, assim como todas as empresas que, de uma forma ou de outra, tiveram que encontrar um novo jeito de fazer, pois a pandemia trouxe a necessidade das empresas se adaptarem.

O comerciante Leandro Leal Cerqueira, que é dono de um mercadinho no bairro Asa Branca há 17 anos, afirmou que no início da pandemia não sentiu os efeitos negativos no seu negócio, mas diz que as vendas começaram a cair a partir do mês de junho, devido a alta no preço dos produtos.

“O comércio de bairro que prestou um serviço para a comunidade, ele não sentiu muito no início, mas de junho pra cá venho sentindo uma queda nas vendas com o aumento do preço das mercadorias e o mercado não tem capital de giro pra fazer as compras antes de aumentar e acaba comprando com aumento e repassando para os consumidores, o que faz as vendas caírem um pouco.”

Classificação de micro e pequena empresa

O professor Leonardo Firmo informou ainda que existem duas classificações para micro e pequenas empresas. Uma delas é por faturamento e outra por número de funcionários.

“O número de funcionários acredita que uma pequena empresa tem até 50, mas com a tecnologia hoje, o número de funcionários caiu bastante em muitas empresas, então prefiro a classificação por faturamento. Uma microempresa é classificada entre aquela que fatura de 0 a 480 mil reais”, explicou. 

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