Feira de Santana

Caso Gil Porto: polícia elucida assassinato e investiga esquema de venda ilegal de terrenos

Eles confirmaram que o ex-agente penitenciário Gregório Santos Teles é o mentor e o executor do assassinato ocorrido no dia 21 de maio deste ano, no Largo São Francisco, em Feira de Santana.

31/07/2014 15h55, Por Andrea Trindade

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Andrea Trindade

Os delegados da Delegacia de Homicídios realizaram uma coletiva na manhã desta quinta-feira (31) e prestaram esclarecimentos sobre a elucidação do assassinato do corretor de imóveis Gil Marques Porto Neto e da existência de um grupo de extermínio em Feira de Santana.Vídeo

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Eles disseram que o ex-agente penitenciário Gregório Santos Teles é o mentor e o executor do assassinato ocorrido no dia 21 de maio deste ano, no Largo São Francisco, em Feira de Santana.

O delegado Ricardo Brito, coordenador regional de polícia do interior (1ª Coorpin), afirmou que o crime foi motivado pela venda de um terreno feita inicialmente por Gil Porto e que foi invadido pela quadrilha, causando uma rixa entre a vítima e o autor.

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 “Gil Porto vendeu um terreno em 2011 e, em 2012, Gregório, com adquiriu uma escritura falsa do terreno. O documento não foi registrado. Foi uma escritura de cessão de posse. Não é uma escritura pública de compra e venda. Nós vamos apurar também se o cartório tem participação, porque eles podem falsificar. Há extratos de IPTU pagos e nós sabemos que a quadrilha também falsificava o pagamento do IPTU e outras taxas. A escritura foi encontrada dentro do guarda-roupa, na casa de Gregório. Ele é o grande grileiro de Feira de Santana e é o líder dessa quadrilha. Além disso, ele também faz parte de um grupo de extermínio, que tem o envolvimento dos policiais militares presos e de outras pessoas da comunidade”, afirmou Dorean.

Esquema de venda de terrenos

Durante a entrevista, os delegados revelaram o esquema de invasão de terras para comercialização ilegal praticado pela quadrilha, da qual Gregório faz parte. Eles alertaram a população para denunciar na delegacia casos de extorsão motivados por vendas ilegais de terrenos pelo grupo.

“A quadrilha identifica o terreno que pode ser da prefeitura ou particular, invade e cerca a área; depois espera cerca de cinco a dez dias e se os donos não aparecerem eles levantam o muro”, disse a delegada.

 “Quando foi iniciada a invasão do terreno, em dezembro de 2013, pertencente a uma clínica da cidade, na Rua Palmares, próximo à Avenida Nóide Cerqueira, os donos entraram em contato com Gil e disseram que o terreno estava sendo invadido. Como corretor, Gil foi ao terreno e encontrou Gregório e uma parte da quadrilha. No local está uma placa de venda com o número do telefone de Gregório. Depois disso, eles deram um tempo e no início de maio voltaram a levantar o muro, Gil foi lá e houve uma discussão, na qual Gregório prometeu matar Gil Porto. Isso foi no dia 2 de maio, relatou a delegada Dorean dos Reis Soares.

Gil Porto (Foto: Arquivo) 

No dia 21 de maio, segundo os delegados, Gregório começou a escoltar Gil Porto por volta do meio-dia e por volta das 18h o corretor foi assassinado.

Segundo a delegada, Gil Porto não registrou queixa contra Gregório, mas várias pessoas comentaram e afirmaram que o corretor estava sendo ameaçado de morte.

“O corretor não registrou porque achou que iria resolver o problema. Gil Porto vendeu legalmente o terreno, agiu como corretor, recebeu pela corretagem. Gil Porto foi defender o cliente dele. Ele morreu porque foi correto, porque foi direito, porque vendeu e queria entregar o terreno ao verdadeiro dono, totalmente desembaraçado. Ele foi uma pessoa correta que foi vítima dessa quadrilha”, declarou Dorean.

O crime

Gil Porto Neto foi assassinado por volta das 19h do dia 21 de maio, quando conduzia um veículo BMW branco, de placa OLF-2525. Ele foi alvejado com sete tiros, sendo quatro deles no rosto. Segundo populares, dois homens em uma motocicleta de cor vermelha efetuaram os disparos e fugiram. Baleado, Gil Porto perdeu o controle do veículo, que subiu em uma calçada e colidiu em um muro. O empresário ainda foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital São Matheus, mas não resistiu.

Guarda Marcos Vinícius

Questionada sobre a possibilidade de haver ligação entre a morte do empresário e do Guarda Municipal Marcos Vinícius, ocorrida no dia 02 de maio, a delegada informou que quando se trata de investigação não se pode descartar nada. “Qualquer coisa que se diga, nós vamos apurar. Nós vamos investigar e identificar o autor e o executor de quem matou Marcos Vinícius”, disse.

Também nesta quinta-feira o policial militar Eudson Cerqueira Carvalho, que estava foragido, foi apresentado.

Com informações do repórter Ed Santos do programa Acorda Cidade

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