Feira de Santana

Caso Gil Porto: PM é preso acusado de ser um dos mandantes do crime; autor dos tiros está foragido

O depoimento do acusado durou cerca de seis horas. O policial estava com um mandado de prisão em aberto e se apresentou pela manhã no Complexo de Delegacias.

21/08/2014 20h38, Por Andrea Trindade

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Andrea Trindade

O cabo da Polícia Militar Ailton Nascimento da Silva, conhecido como Careca, foi preso nesta quinta-feira (21) sob a acusação de participação no assassinato do empresário do ramo imobiliário Gil Marques Porto Neto, ocorrido no dia 21 de maio deste ano, no bairro Kalilândia, em Feira de Santana.

O policial estava com um mandado de prisão em aberto e se apresentou pela manhã no Complexo de Delegacias, com o advogado Bender Nascimento, onde foi ouvido pelos delegados Ricardo Brito, João Uzzum e Dorean dos Reis Soares – que compõem a força-tarefa criada para elucidação de homicídios na cidade. O depoimento do acusado durou cerca de seis horas.

Delegados Ricardo Brito, Dorean dos Reis e João Uzzum (Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade)

De acordo com a delegada Dorean dos Reis, Ailton e o ex-agente penitenciário Gregório dos Santos Teles, preso no dia 30 de julho, tramaram a morte do empresário e Eliomar Alexandre Rocha Nunes, conhecido pelos apelidos Galego, Quinho e Bunda Branca, executou Gil Porto. Eliomar está foragido e é acusado de ter praticado cerca de oito homicídios durante a greve da Polícia Militar.

Alexandre está foragido (Foto: Arquivo Aldo Matos/Acorda Cidade)

Ele foi preso no dia 29 de maio deste ano por porte de arma e dias depois foi liberado. O mesmo possuía em casa carteira de detetive particular, munições, arma, algemas e coletes balísticos (relembre o fato).

O delegado Ricardo Brito afirmou que com a prisão do policial, lotado na 67ª Companhia Independente da Polícia Militar, o caso foi encerrado. “Concluímos o inquérito com a prisão do cabo PM, que juntamente com Gregório, usando um documento falso, se tornou o dono do mesmo terreno que Gil Porto havia vendido. Os dois iriam receber dinheiro da venda feita para outra pessoa e armaram toda a trama. São os mentores do homicídio”, disse o delegado Ricardo Brito, coordenador regional de polícia (1ª Coorpin).

Inquérito teve quase mil páginas (Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade)

“Temos provas técnicas, que estão nos autos, temos provas testemunhais, e o promotor ficou convencido. Os três foram denunciados, vão a júri popular e o juiz entendeu também que existiam os pressupostos para a prisão preventiva deles porque nós provamos que Gregório e o cabo PM Careca foram os mandantes e Eliomar foi o executor”, ressaltou Dorean.

Segundo Ricardo Brito, o policial militar Ailton é a pessoa que Gregório (foto à direita) mencionou como “gente graúda envolvida no assassinato”, durante entrevista ao Acorda Cidade. Na ocasião, Gregório chorou e disse que é inocente.

O delegado João Uzzum destacou o trabalho conjunto nas investigações. “Foi um inquérito muito extenso de quase mil páginas, que demandou muitos esforços dos investigadores, dos delegados e dos escrivães, da Delegacia de Homicídios e da 1ª Coorpin, que resultou em um trabalho de alta qualidade e se consagrou com o oferecimento da denúncia do Ministério Público. O órgão vai levar essas pessoas ao Tribunal do Júri e agora todos os trabalhos passam para as mãos do MP”, disse João Uzzum informando também que todas as perícias necessárias já foram feitas.

Segundo provas técnicas coletadas e incluídas nos autos do inquérito policial, o percurso percorrido por Ailton no dia do crime corresponde ao mesmo percurso que a vítima fez. No entanto, o advogado constituído para defender o cabo Ailton, Bender Nascimento, informou que o acusado nega todas as acusações feitas contra ele e que não tinha nenhuma intenção de matar o empresário.

De acordo com o advogado, Ailton nega também qualquer relação de amizade íntima com o ex-agente penitenciário. “Ele está na Polícia Militar há mais de 26 anos, conhece muita gente na cidade e já trabalhou com a esposa de Gregório passando a exercer uma relação de coleguismo, mas amizade íntima ele negou veementemente ter com Gregório”, disse Bender Nascimento.

Ailton será levado para Lauro de Feiras, na Região Metropolitana de Salvador, onde ficará preso no Batalhão de Choque.

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Informações do repórter Aldo Matos do programa Acorda Cidade

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