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Jovem é baleado e morre após marcar encontro por aplicativo de relacionamento gay em SP

Polícia investiga se ele foi vítima de homofobia.

15/06/2024 às 07h26, Por Acorda Cidade

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Leonardo tinha 24 anos
Foto: Arquivo pessoal

Um jovem de 24 anos foi morto na noite da terça-feira (12), na Zona Sul de São Paulo após marcar um encontro em um aplicativo de relacionamento.

Leonardo Rodrigues Nunes vivia na região central da capital e marcou um encontro pelo aplicativo Hornet na Vila Natália. Como forma de garantir a sua própria segurança, antes de sair de casa, por volta de 23h, ele compartilhou sua localização com amigos para acompanhar o trajeto e alertou que, se não retornasse até as 2h, a polícia poderia ser acionada.

Um amigo registrou um boletim de ocorrência depois que passou o prazo combinado com a vítima.

O corpo de Leonardo será velado neste sábado (15), no Cemitério Parque dos Pinheiros, na Vila Nova Galvão, das 8h às 14h. Leonardo era natural de Minas Gerais, mas vivia na capital paulista. Pelas redes sociais, amigos lamentaram a morte do jovem e pediram justiça e que o caso não seja esquecido.

Evelyn Andrade, amiga de Leonardo, afirmou que ele era “o amor da minha vida, meu melhor amigo”. Segundo Evelyn, o jovem estava conversando com o suspeito pelo Hornet no Dia dos Namorados. Ele não informou o nome nem mostrou fotos da pessoa. “O dia 12 de junho deixa as pessoas muito vulneráveis e sensíveis, muito triste que alguém se aproveitou dessa fragilidade para cometer um crime.”

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que ele foi baleado e levado até o pronto-socorro do Hospital Ipiranga, onde morreu. “Foram solicitados exames ao IC e ao IML.”

O g1 não conseguiu contato com a Hornet para comentar o caso. Pelo site da plataforma, a empresa inclui dicas de segurança para os usuários e um email pelo qual os usuários podem denunciar casos. No entanto, não possui informações sobre verificação de perfis na plataforma.

A reportagem também procurou o Grindr, um outro aplicativo para relacionamento gay, para comentar sobre a verificação de usuários da plataforma, mas não teve retorno. Pelo site, a empresa alega que “não controla nada do que nossos usuários fazem ou dizem. Você é o único responsável pelo uso dos serviços da grindr e pelas suas interações com outros usuários (dentro ou fora dos serviços da Grindr). A Grindr não faz declarações ou fornece garantias quanto à conduta, a identidade, as intenções, a legitimidade ou a veracidade de qualquer usuário”.

Fonte: g1

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