Aniversário da cidade

Apaixonado por Feira, jornalista Zé Coió relembra vida noturna da cidade em décadas passadas

Ele conta que foi dono de 32 empreendimentos entre bares, restaurantes, boate, casas de shows e até boliche.

18/09/2020 às 09h42, Por Andrea Trindade

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Rachel Pinto

O jornalista José Carlos Pedreira, Zé Coió, de 83 anos, é um apaixonado por Feira de Santana, pelas figuras populares e pela rotina da cidade. Proprietário do tradicional Jornal Feira Noite e Dia, que existe há 40 anos, ele tem muitas memórias da atividade profissional e também dos anos em que foi dono de casas noturnas e das muitas festas em que participou.

No aniversário de Feira, Zé Coió, relembrou em entrevista ao Acorda Cidade como era a vida noturna da cidade nas décadas de 70, 80 e 90 e contou que em 40 anos, foi dono de 32 empreendimentos entre bares, restaurantes, boate, casas de shows e boliche.

“Eu tive durante a minha trajetória, 32 casas noturnas em Feira de Santana. Só na esquina da Rua Castro Alves, a rua do poeta, eu tive quatro casas noturnas. Tive tudo que se possa imaginar nessa cidade, trabalhando, lutando pela vida, chegando em casa, 4h, 5h da manhã, mas lutando pela vida sempre e com um detalhe, com dignidade. Procurando me respeitar. Procurei manter a minha vida com respeito para que eu chegasse a essa altura do campeonato com oito netos, duas bisnetas, com meus filhos, olhasse para trás e dissesse que eu fui útil aos meus filhos e a sociedade”, comentou.

O jornalista considera as últimas quatro décadas como os “Anos dourados” da Princesa do Sertão. Quando existiam o Feira Tênis Clube (FTC), o Clube de Campo Cajueiro e os bailes como Noite do Havaí e Caju de Ouro. Segundo Coió, esses clubes e essas festas movimentavam a sociedade feirense e faziam muito sucesso.

Zé Coió também comentou sobre a Micareta de Feira, que ao longo de anos vem passando por mudanças desde a sua estrutura, como a mudança de local. O jornalista e o amigo Naron Vasconcelos, foram os responsáveis por trazer para a cidade os primeiros camarotes.

“Não existiam os camarotes. Nós dois fomos à Zé Falcão (ex-prefeito da cidade que já faleceu e tinha e era chamado carinhosamente de Zé Festinha) e o chamamos para fazer uns camarotes na Avenida Getúlio Vargas. Ele que era o prefeito na época, tomou e assim nós fizemos 20 camarotes. Foi o maior barato na Micareta. Ficaram lotados. Os grandes artistas da música baiana passavam por nós e foi aquela coisa formidável. Eu me orgulho muito do que eu fiz na noite de Feira porque eu só fiz alegria, tive bares ótimos. Tive um bar que saía tudo do mar, defronte ao FTC que foi um espetáculo, junto tive o Garibaldi e do outro lado tinha o boliche que foi também um lugar encantador”, relatou.

Para Zé Coió, Feira de Santana é uma cidade muito alegre, mas atualmente é carente de grandes eventos e clubes. Ele também já realizou concursos de beleza entre jovens e atualmente realiza o Troféu Noite e Dia. Uma premiação que reúne as melhores empresas e os profissionais que se destacam.

“Eu já faço o Troféu Imprensa há 20 anos e é outra festa maravilhosa que nós premiamos as pessoas que fazem Feira de Santana crescer. O progresso de Feira está na mão dessas pessoas. Feira é uma cidade feliz que está presente em várias outras cidades que estão em volta. Eu vivi intensamente a história. Eu me apaixonei, sou apaixonado pela história de Feira de Santana. A cidade tem seus defeitos e momentos difíceis. Estamos passando um momento meio difícil, mas acredito que podemos voltar a ser a grande Princesa do Sertão”, finalizou.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
 

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