A Bahia não tem bom indicador

No ano passado Feira de Santana fez apenas seis transplantes de órgão. Neste ano, até agora não foi feito nenhum, mesmo possuindo sete casos de morte encefálica registrados conforme informações da coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgão e Tecido para Transplante (CIHDOTT), Fernanda Cláudia Silva Santos, ao repórte Paulo José, no Programa Acorda […]

29/09/2009 19h00, Por Dilton e Feito

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No ano passado Feira de Santana fez apenas seis transplantes de órgão. Neste ano, até agora não foi feito nenhum, mesmo possuindo sete casos de morte encefálica registrados conforme informações da coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgão e Tecido para Transplante (CIHDOTT), Fernanda Cláudia Silva Santos, ao repórte Paulo José, no Programa Acorda Cidade.

3.800 pessoas estão na lista estadual de espera por doações de sangue. Um dos principais motivos da falta de doadores esta relacionado a questões culturais e a ideia de que o corpo não terá sua aparência preservada nas cerimônias de funeral. Entretanto, a legislação regulamentadora da atividade de transplante no Brasil determina a recomposição do cadáver após a retirada dos ossos e tecidos. As regiões com ausência de pele são cobertas e as cavidades serão preenchidas com material sintético. Em nenhuma hipótese, são retirados ossos da face do doador.

Com o objetivo de conscientizar a população buscar a transformação desse baixo número de doações, e a (CIHDOTT) do Hospital Geral Clériston Andrade realizou na manhã desta terça-feira (29) um seminário sobre doação de órgão, no auditório do Hospital Geral Clériston Andrade.

Na Bahia, o número de transplantes de órgãos está bem abaixo dos Estados do Sul e até mesmo do Nordeste. Segundo o Ministério da Saúde, de janeiro a julho deste ano foram realizados no Estado um total de 85 transplantes de órgãos. A Bahia perde, por exemplo, para o Ceará, que fez no mesmo período 194 transplantes, e está bem distante de Pernambuco, que realizou 404. O indicador do Estado é praticamente igual ao Rio Grande do Norte, que fez 83.

Quem lidera o ranking do Ministério da Saúde é São Paulo, com 3451 transplantes, seguido de Minas Gerais com 714 e Rio Grande do Sul, com 708. 

Morte encefálica – é a morte do cérebro, incluindo o tronco cerebral que desempenha funções vitais como o controle da respiração.   Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Quando ocorre a morte encefálica, é fundamental que os órgãos sejam aproveitados para doação enquanto ainda há a circulação sangüínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente.

A doação – Quem quiser doar um órgão ou tecido deve manifestar sua vontade aos amigos e familiares Mesmo assim, a família do potencial doador precisa concordar com a decisão e deve autorizar a retirada dos órgãos e tecidos de seu parente.

Mesmo com a realização de transplantes na rede pública e privada a fila é única para todos os pacientes. O SUS custeia todas as despesas do transplante, inclusive os medicamentos imunossupressores, utilizados após a cirurgia para combater uma possível rejeição ao órgão ou tecido recebido.

Os transplantes mais realizados no Brasil são os de córneas e de rins, pela facilidade em consegui-los. Somente em 2005, foram feitos quase dez mil transplantes de córneas no país. Neste mesmo ano, o Ministério da Saúde destinou recursos da ordem de R$ 500 milhões para todos os tipos de transplante.

Acorda Cidade com Informações do Jornal da Mídia e do Hospital Português da Bahia.

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