36,8% dos jovens de até 24 anos têm ensino médio completo

Apenas 36,8% dos jovens de 18 a 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao ensino médio completo, escolaridade considerada essencial para avaliar a eficácia do sistema educacional de um país, segundo a Comissão das Comunidades Europeias (Eurostat). É o que mostra a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008 divulgada nesta sexta-feira […]

13/10/2009 18h17, Por Dilton e Feito

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Apenas 36,8% dos jovens de 18 a 24 anos têm 11 anos de estudo, o que corresponde ao ensino médio completo, escolaridade considerada essencial para avaliar a eficácia do sistema educacional de um país, segundo a Comissão das Comunidades Europeias (Eurostat). É o que mostra a Síntese dos Indicadores Sociais de 2008 divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. De acordo com pesquisadores do instituto, o índice, que dobrou em relação a 1998 (18,1%), ainda é considerado extremamente baixo.
Entre os brasileiros que estão acima dos 25 anos, mais da metade (50,2%) têm menos de oito anos de estudo, ou seja, não completaram o ensino fundamental. Pelas contas do IBGE, apesar da tendência de crescimento, em um período de dez anos o acesso ao ensino médio ainda não estará universalizado.

– Hoje, apenas metade dos jovens de 15 a 17 anos estão frequentando o ensino médio. Ainda é o grande gargalo da educação. O país avançou na oferta de vagas no ensino fundamental, mas não na manutenção do estudante na escola. É uma escolaridade rarefeita – avalia Ana Lucia Saboia, coordenadora-geral do estudo do IBGE.

Na comparação de cor ou raça, 40,7% dos jovens com 11 anos de escolaridade são brancos e 33,3% são pretos ou pardos. Em relação ao sexo, 39,6% são mulheres e 34% homens. As desigualdades regionais também são evidenciadas no indicador. A região Sudeste, é a que apresenta o maior percentual (43,85%), seguida do Sul (37,7%), Centro-Oeste (35,4%), Norte (30,2%) e Nordeste (29,2%), com a taxa mais baixa.

O estudo destaca, porém, que, nos últimos dez anos, dobrou a proporção dos jovens matriculados no ensino superior, de 6,9% para 13,9%. Mesmo assim, segundo o IBGE, o percentual brasileiro é baixo quando comparado ao de países como a França, Espanha e o Reino Unido, onde o índice superior a 50%, ou ainda em relação ao de algumas nações da América Latina, como o Chile (52%).

O estudo também indica que entre os jovens de 18 a 24 anos caiu de 8,6%, em 1998, para 2,9%, em 2008, a taxa de pessoas matriculadas no ensino fundamental, que deve ser concluído em torno dos 14 anos de idade. O percentual de estudantes que não completaram o ensino fundamental também foi alto, segundo a pesquisa. Entre os jovens de 15 anos ou mais, 45,3% têm menos de 8 anos de estudo. No Nordeste o percentual chegou a 56,2%, enquanto o Sudeste teve o menor índice de não formados, com 39,2%. Sul, Centro-Oeste e Norte tiveram respectivamente 42,7%, 43,2% e 48,2%.

O IBGE destaca que as desigualdades regionais ainda persistem no acesso à educação. "No Nordeste, que tem o menor percentual, apenas 8,2% dos jovens de 18 a 24 anos frequentam a escola, enquanto no Sul o percentual é mais do que o dobro: 19,0%", diz o estudo

Para Ana Lúcia Saboia os dados apontam uma deficiência do país:

– Estamos numa fase boa para o desenvolvimento do país, mas quando se trata do nível de escolaridade ainda falta muito para chegar no patamar dos países desenvolvidos.

Jovens com educação profissional ganham mais no mercado

A pesquisa apontou ainda para a relevância dos cursos de educação profissional no mercado de trabalho. Os trabalhadores de 25 anos ou mais que frequentaram algum curso conseguiram obter um rendimento médio de R$ 1243,20. Já os jovens que nunca tiveram acesso a cursos profissionalizantes alcançaram rendimento de R$ 983,50.

Ao analisar o ganho médio dos jovens que além dos cursos também tinham 11 anos de estudo, a diferenciação foi ainda maior, sendo R$ 934,40 para os que frequentaram contra R$ 680 para os que não frequentaram. No mesmo panorama, um jovem com educação profissional pode chegar a receber R$ 1020,40 no Sul e R$ 1006,60 no Sudeste, os valores mais altos entre as regiões.

INformações do O Globo

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