Acorda Cidade - Dilton Coutinho

28 de Janeiro de 2022
Facebook Twitter WhatsApp
WhatsApp 75 98297 4004
Rádio Acorda Cidade

Coronavírus (COVID-19) - Feira de Santana

Mundo do trabalho

Todas as notícias
Publicado em 12/12/2021 09h24.

Mulheres no Comando: a primeira plataforma de desenvolvimento de lideranças femininas do Brasil

A edtech funciona como uma plataforma de desenvolvimento de lideranças femininas, na qual as assinantes pagam mensalmente um valor acessível, e desfrutam de conteúdos exclusivos
Mudar o tamanho da letra: Aumentar letra Diminuir letra
Mulheres no Comando: a primeira plataforma de desenvolvimento de lideranças femininas do Brasil
Foto: Pixabay

Acorda Cidade

Segundo a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo IBGE no primeiro semestre deste ano, o número de mulheres em cargos de liderança no Brasil reduziu. Apesar de mais anos na escola, elas ocupavam 37,4% dos cargos gerenciais e recebiam apenas 77,7% do rendimento dos homens em 2019, o que significa um retrocesso se comparado à pesquisa anterior, publicada em 2018, com dados de 2016, quando as mulheres ocupavam 39,1% desses postos de trabalho, enquanto os homens preenchiam 60,9% das vagas.

É por causa de números como esses, que surgiu, no início de 2020, a edtech Mulheres no Comando, uma startup de tecnologia que tem como propósito fazer com que mais mulheres cheguem a posições de liderança e alto comando dentro das empresas. “Queremos reduzir as distâncias entre homens e mulheres nesses cargos o mais rápido possível, e acreditamos que o caminho da equidade e da inclusão são fundamentais para a sociedade e para as empresas”, afirma Jéssica Paraguassu, idealizadora da iniciativa.

A edtech funciona como uma plataforma de desenvolvimento de lideranças femininas, na qual as assinantes pagam mensalmente um valor acessível, e desfrutam de conteúdos exclusivos, trilhas de liderança, mais de 200 horas de conteúdo gravado por tema, além de mentorias individuais e coletivas com as maiores líderes femininas do mercado brasileiro. As participantes têm acesso, ainda, a uma comunidade exclusiva, eventos de networking e jornadas de desenvolvimento com foco em soft skills e mapeamento de dores. “Também fazemos projetos personalizados dentro das empresas para formação de lideranças femininas, desenvolvimento de movimentos de inclusão para redução a médio e longo prazo dos níveis de desigualdade em altos cargos”, explica Jéssica.

Apesar do pouco tempo de fundação, o Mulheres no Comando já impactou mais de um milhão de pessoas e planeja expandir ainda mais esse número, através da busca pela minimização dos obstáculos enfrentados pelas mulheres em um mercado de trabalho sexista. “A maior parte dos cursos e especializações são sexistas, com uma visão masculinizada e excludente, ou seja, não servem para as mulheres. Como falar, por exemplo, de comunicação assertiva se quando uma mulher usa a ferramenta, é chamada de agressiva e mandona? Existe um gap gigante e estrutural no mercado. Nenhuma outra plataforma consegue oferecer networking seguro, mentoria de carreira e conteúdo personalizado para essa mulher como a Mulheres no Comando faz”, conclui a fundadora da plataforma.

Expansão

Até o final deste ano, Jéssica Paraguassu pretende tornar o Mulheres no Comando a plataforma referência em desenvolvimento profissional feminino. A médio prazo, os planos são internacionais. “A dor que resolvemos é global, e já temos assinantes de outros países na América Latina. A Longo prazo acredito que podemos nos tornar um HUB de soluções pensadas para mulheres, em que teremos capital para investir em outras iniciativas fundadas por mulheres e adquirir empresas que façam sentido para nosso portfólio”, pontua a empreendedora.

Mais sobre Jéssica Paraguassu

Mentora da Associação Brasileira de Startups e palestrante de grandes empresas e eventos relacionados à pauta de equidade de gênero no mercado corporativo, Jéssica é empreendedora desde os vinte anos, e possui oito anos de experiência em estratégia de vendas e escala de negócios digitais.

Graduada em Relações Internacionais pela Universidade La Salle, pós graduada em Gestão de Negócios pela IBMEC-RJ e Neurociência e Comportamento pela PUCRS, a fluminense de Volta Redonda herdou da família o perfil empreendedor.

“Já fui funcionária de várias empresas, nunca deu certo porque sentia que eu não me encaixava nos lugares. Eu queria mudar as coisas, fazer do meu jeito e nem sempre era bem vindo, sempre fui muito criativa e impetuosa, por isso empreender para mim é quase uma necessidade”, explica a CEO de Mulheres no Comando, também ganhadora de prêmios como o Startup Weekend BH.

Comentários

AVISO: os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Acorda Cidade.
É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Acorda Cidade pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso.



Mais Notícias

Empresas e trabalhadores devem ficar atentos às mudanças da NR 01
Mudanças

Empresas e trabalhadores devem ficar atentos às mudanças da NR 01

A NR 1 é o conjunto de normas técnicas direcionadas a saúde e segurança do trabalho, definindo as disposi...

Inscrições para o curso de desenvolvedor de sistema web e aplicativos no-code nesta segunda
Feira de Santana

Inscrições para o curso de desenvolvedor de sistema web e aplicativos no-code nesta segunda

Alunos que obtiverem nota acima de oito serão contratados como trainee.

Esgotamento emocional no fim do ano acende alerta para Síndrome de Burnout
Saúde

Esgotamento emocional no fim do ano acende alerta para Síndrome de Burnout

As consequências de uma prolongada rotina desregrada podem manifestar exaustão ou até mesmo problemas mais ...

Vídeo

Covid-19: com poucos funcionários, drive-thru da prefeitura gera longas filas na Ayrton Sena Veja mais Vídeos ›

Ouça Agora

Programa desta sexta-feira 28.01.22:
Mais áudios ›

Facebook

Instagram