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Dom Itamar Vian

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Publicado em 31/10/2021 17h02.

Família e celular

No passado, falava-se de uma noite sem televisão. Hoje se tornam necessários dias ou noites sem celular para que pais e filhos possam conversar.
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Família e celular

Aqui em casa a gente só se fala pelo celular. A afirmação é de uma estudante, 18 anos, classe média, de São Paulo. Ela esclarece: aqui em casa, só nos encontramos para jantar e nem sempre. Depois, cada um vai para o seu canto. Até nossas brigas acontecem pelo aplicativo. Como você usa o celular?

HOJE, a maioria das pessoas usa o celular. Tem até gente que está desenvolvendo um verdadeiro pavor de se separar do aparelho. É chamada nomofobia, a doença dos “dependentes da tecnologia”. Mais do que medo de perder o celular, as pessoas que sofrem com esse problema, tem pavor de não estarem conectadas. E, a cada dia, o quadro fica mais complexo.

NO CONVÍVIO familiar ou entre amigos, os relacionamentos são cada vez mais virtuais. São mensagens curtas, executivas e impessoais. Até mesmo o tradicional “eu te amo” sugere um amor distante e apenas virtual. A tecnologia nos aproxima de quem está longe e nos afasta de quem está perto. E os que estão perto acabam cada vez mais distantes.

O CELULAR tem vantagens e desvantagens. Filhos que viajam, continuam em contato permanente com os pais. As fotografias, com direito a selfies, completam a informação. Outra vantagem: a rapidez. Uma desvantagem, na ótica, dos filhos: o celular permite à mãe estar na cola o tempo inteiro. Existe o lado bom e necessário das tecnologias, mas não podemos ser escravos delas.

NINGUÉM duvida da utilidade do celular e dos diversos aplicativos. Mas eles acabam fazendo rombos enormes no lado afetivo. O amor familiar e gratuito precisa ser realimentado. Se numa poupança só sacamos, em breve, o dinheiro diminui e ela fica a descoberto. Sentar lado a lado, olhar-se nos olhos, faz parte da maturidade, que deve crescer sempre. É mais fácil dizer a verdade e ferir, na frieza do celular.

É VERDADE que a palavra pode ferir, assim como o silêncio provocativo fere. Mas ela tem um valor medicinal, quando usada com sabedoria. No passado, falava-se de uma noite sem televisão. Hoje se tornam necessários dias – ou noites – sem celular para que pais e filhos possam conversar. Ontem, hoje e sempre as pessoas precisam pensar que há limites e esses devem ser observados. A sabedoria está no uso responsável do celular e das redes sociais.

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emerito
[email protected]
 

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