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Publicado em 26/10/2021 17h59.

Acusado de matar irmão com mais de 40 facadas é condenado a 5 anos de prisão

Wilson do Carmo Rosa foi condenado pelo conselho de sentença e a juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri, aplicou pena de 5 anos, 5 meses e 9 dias de prisão.
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Acusado de matar irmão com mais de 40 facadas é condenado a 5 anos de prisão
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Gabriel Gonçalves

Atualizada às 21:49

Foi julgado no Fórum Desembargador Filinto Bastos, nesta terça-feira (26), Wilson do Carmo Rosa, conhecido como 'Delegado', 42 anos de idade. Ele é acusado de ter matado no dia 27 de março de 2019, por volta das 18h30, o irmão Junior do Carmo Rosa, com mais de 40 golpes de faca na Fazenda Olhos D'Água das Moças, distrito da Matinha em Feira de Santana.

Ele foi condenado pelo conselho de sentença e a juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri, aplicou pena de 5 anos, 5 meses e 9 dias de prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Wilson do Carmo havia saído com o irmão, Junior do Carmo para beber e quando retornaram para suas residências por volta das 17h já embriagados, discutiram e iniciaram uma luta corporal com os golpes de faca desferidos em Junior do Carmo.

Ainda de acordo com a denúncia, o acusado Wilson do Carmo, se dirigiu até a irmã e disse: 'chame o rabecão e vá pegar seu pacote que matei o Junior'.

Ao Acorda Cidade, a promotora de justiça, Semiana Cardoso, informou que a pena aplicada ao réu, não foi adequada para o caso.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

"Foram 47 facadas sendo que destas, tivemos facadas profundas que foi possível ver vísceras saindo do corpo da vítima e também no pescoço que quase o degolou, ainda assim, os jurados não entenderam pela qualificadora. Provavelmente eu irei recorrer, por entender que a pena não foi adequada para este caso. Os jurados entenderam que não foi um crime cruel, mas o Ministério Público acredita que tenha sido uma forma de dar uma pena menor por terem se sentido penalizados por ter sido um irmão que acabou matando o outro", afirmou.

Na defesa do réu, atuaram as defensoras públicas Flávia Apolônio e Manuela Passos. Para a defensora Flávia Apolônio, o resultado foi justo dentro de um contexto que envolve sofrimento para uma única família.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

"Não foi o pedido principal da defesa, porque a gente entendia que era uma circunstância de legítima defesa, mas foi uma uma aplicação justa no entendimento dos jurados, foi o segundo pedido da defesa, porque a gente entendia que existia uma permissão legal para isso. A gente claro tem que construir uma defesa técnica e qualificada dentro dos limites da lei, então de fato, foi um resultado justo dentro de um contexto de muito sofrimento para uma única família, que na verdade era a família do réu e da vítima. A gente cumpriu o nosso papel, tenho certeza que a defensoria cumpriu o dever e eu só desejo que a família se restaure, se renove, se fortaleça para viver uma vida diferente a partir de agora", destacou.

Wilson do Carmo Rosa foi condenado pelo conselho de sentença e a juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri, aplicou pena de 5 anos, 5 meses e 9 dias de prisão.

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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