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Publicado em 19/10/2021 08h12.

Sedentarismo: Brasil lidera ranking do problema que é responsável por mais de cinco milhões de mortes no mundo

Entre o público jovem a situação é delicada e permanece estagnada desde 2012, 80% dos adolescentes não seguem a recomendação da OMS de realizar uma hora de exercício físico por dia.
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Sedentarismo: Brasil lidera ranking do problema que é responsável por mais de cinco milhões de mortes no mundo
Foto: Arquivo/Agência Brasil

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Recentemente a revista The Lancet publicou uma pesquisa com dados preocupantes. Dois estudos foram focados entre jovens de até 24 anos e nas pessoas com algum tipo de deficiência.

Os resultados revelam que o sedentarismo é a causa de 5 milhões de mortes por ano, em todo mundo. A inatividade está ligada diretamente ao risco de desenvolver doenças não transmissíveis, como por exemplo: doenças cardiovasculares, cânceres, obesidade, diabetes tipo 2, pressão alta e osteoporose.

As pessoas com deficiências enfrentam maior risco de sofrer problemas cardíacos, diabetes ou obesidade, por isso, fazer atividade física é uma forma simples de se proteger.

Uma outra pesquisa realizada, pelo Instituto Ipsos, com 21.503 participantes com idades entre 16 e 74 anos, contou com a participação de mil brasileiros. Os dados foram coletados entre 25 de junho e 9 de julho deste ano e aponta que 52% dos brasileiros entrevistados declararam ter aumentado de peso desde o início da pandemia. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

Na média global, pouco menos de 1 em cada 3 entrevistados (31%) engordou durante o período. Entre as pessoas que engordaram, considerando todas as nações, o aumento de peso médio foi de 6,1 kg, e em território brasileiro foram 6,5 kg quilos a mais.

29% dos brasileiros relataram uma diminuição na prática de exercícios físicos durante a pandemia, por outro, 23% disseram que estão se exercitando mais. Com o aumento do sedentarismo no período, ações menos saudáveis, como o consumo de álcool, também aumentaram.

O estudo aponta que, em média, os brasileiros se exercitam apenas três horas por semana. Enquanto a média global é de 6,1 horas. O Brasil aparece em primeiro no pódio com menos adeptos da atividade física, seguido pelo Japão e Itália com a média de 3,3 e 3,6 horas semanais. Em contrapartida, lidera o ranking dos países que mais se mantiverem ativos: Holanda (12,8 horas semanais), Alemanha (11,1) e Romênia (11).

O estudo realizado pela The Lancet mostra que 80% dos adolescentes não cumprem as recomendações da OMS de prática de atividades físicas por 60 minutos diários. Além disso, 40% dos adolescentes nunca caminham para ir à escola e 25% permanecem sentados por mais de três horas por dia. Os pesquisadores também observaram o tempo de tela de adolescentes em 38 países europeus. O estudo detectou que 60% dos meninos e 56% das meninas passam duas horas ou mais do dia assistindo à televisão, e que 51% dos meninos e 33% das meninas passam duas horas por dia ou mais jogando videogame.

A saúde e a qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular da atividade física. Inúmeras evidências científicas têm demonstrado uma forte associação entre estilo de vida ativo, melhor qualidade de vida e longevidade.

“O sedentarismo aliado ao stress oriundo de um mundo corporativo cada vez mais competitivo, e a hábitos alimentares ruins são condições que representam risco para a saúde. Os malefícios do sedentarismo superam as eventuais complicações decorrentes da prática de exercícios físicos, os quais apresentam uma relação risco/benefício bastante positiva”, explica Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.

Em pouco tempo é possível perceber como o exercício pode melhorar a qualidade de vida. E esses benefícios podem ser alcançados independentemente da idade, da condição física passada ou atual, e do nível econômico social. “Uma pequena mudança nos hábitos é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida. Essa pode, inclusive, impulsionar a carreira profissional”, enfatiza Netto.

Conheça oito motivos para investir na atividade física:

1. Combate de Doenças Crônicas

Pesquisas têm comprovado que indivíduos fisicamente aptos e/ou treinados tendem a apresentar menor incidência de doenças crônico-degenerativas. Fato explicável por uma série de benefícios fisiológicos e psicológicos. A prática regular da atividade física pode, até mesmo, contribuir na prevenção de inúmeras patologias, tais como: diabetes tipo II, osteoporose, hipertensão e alguns tipos de câncer.

2. Melhor qualidade do sono

Pesquisadores afirmam que o sono de pessoas ativas é melhor que o de pessoas inativas. Um sono melhor proporciona menos cansaço no dia seguinte e mais disposição para a prática de atividade física. Durante o sono, há um maior relaxamento muscular e a redução da tensão nervosa decorrente dos exercícios.

3. Pode e deve ser entretenimento: DIVERSÃO

Quanto mais diversão, mais fácil será a manutenção deste hábito. O programa de atividades pode incluir exercícios estruturados como caminhar, correr, jogar futebol ou outros esportes. É importante incluir atividades cotidianas como afazeres domésticos, trabalhos no jardim ou caminhar com o cachorro. Escolha uma combinação de atividades estruturadas e cotidianas que encaixem no seu horário. Experimente algo que dê prazer.

4. Ansiedade e depressão

A inclusão de exercícios pode minimizar os sintomas. Pessoas com tendência a ansiedade e depressão são beneficiadas pela liberação de substâncias calmantes e relaxantes durante a atividade física. As endorfinas, que aumentam no organismo de quem pratica exercícios, ajudam na diminuição da hiperatividade e oferecem sensação de bem-estar e bom humor.

5. Alto astral: Humor

Muitos benefícios psicológicos estão relacionados ao estilo de vida fisicamente ativo. A atividade física regular atua efetivamente na prevenção e no tratamento de distúrbios psicológicos e na promoção da saúde mental, por meio da melhoria do humor e do autoconceito, da maior estabilidade emocional e autocontrole, da maior autoeficácia, do controle do estresse, além de melhorar a função intelectual.

6. Controle do peso corporal

A atividade física ajuda a controlar o peso corporal, queimando as calorias em excesso que, de outra forma, seriam armazenadas como gordura. A maioria dos alimentos ingeridos contém calorias, e tudo que fazemos têm calorias, incluindo dormir, respirar e digerir a comida. O grande desafio está no equilíbrio das calorias consumidas com as calorias utilizadas, que refletem no estilo de vida e nas atividades físicas diárias.

7. Melhoria desempenho profissional

A prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Muitas empresas e pessoas estão descobrindo que praticar algum tipo de exercício físico pode ser uma das saídas mais rápidas e eficientes para aumentar a disposição, a agilidade e o vigor físico que o trabalho exige. Desempenho fraco, lentidão nas decisões e falta de criatividade podem ser resolvidos com a prática de atividades físicas regulares. A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

8. Longevidade

Embora não seja possível evitar o envelhecimento, o exercício regular minimiza os efeitos da idade, aumenta a expectativa de vida e limita o desenvolvimento de algumas doenças. Estudos experimentais sugerem que a prática de atividades de intensidade moderada atua na redução de taxas de mortalidade, e o risco de incapacidade para realizar as tarefas diárias diminui em 7% a cada hora adicional de atividade física por semana.

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