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Publicado em 07/07/2021 07h41.

Presidente do Haiti é assassinado em ataque, afirma primeiro-ministro

Premiê diz que 'um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República' e 'feriu mortalmente o Chefe de Estado'.
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Presidente do Haiti é assassinado em ataque, afirma primeiro-ministro
Foto: Twitter/ Reprodução

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O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque à residência oficial na capital Porto Príncipe, anunciou nesta quarta-feira (7) o primeiro-ministro do país, Claude Joseph. O premiê afirmou também que a primeira-dama Martine Moise levou um tiro.

Joseph afirmou em um comunicado que "um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República" por volta da 1h e "feriu mortalmente o Chefe de Estado".

O premiê pediu à população "que se acalme" e afirmou que "a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti". "Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação".

Crise política

Autoridades do país disseram ter frustrado uma "tentativa de golpe" de Estado contra o presidente, que teria sido alvo de um atentado mal sucedido em fevereiro.

Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e uma inspetora geral da Polícia Nacional.

Moise governava o Haiti sem o controle do Legislativo desde o ano passado e dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.

Histórico de problemas institucionais

A disputa sobre o fim do mandato era consequência da primeira eleição de Moise. Ele foi eleito em outubro de 2015 para um mandato de cinco anos, em um pleito cancelado por fraudes, venceu uma nova disputa no ano seguinte e tomou posse apenas em 2017.

Eleições legislativas e municipais deveriam ser realizadas neste ano, mas elas foram adiadas para 2022 — o que gerou um vácuo de poder, e Moise afirmava que estava habilitado para continuar no cargo por mais um ano.

Fonte: G1

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