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Publicado em 21/06/2021 12h26.

Coordenador médico da Santa Casa diz que pandemia trouxe um olhar mais atento sobre a importância de UTI's

Para o médico, a regulação de pacientes ainda é uma grande dificuldade
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Coordenador médico da Santa Casa diz que pandemia trouxe um olhar mais atento sobre a importância de UTI's
Foto: Divulgação/Santa Casa

Gabriel Gonçalves e Ney Silva

A defasagem de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Feira de Santana, é considerada grave. Um levantamento realizado pelo Acorda Cidade, chegou a conclusão que a cidade possui aproximadamente 100 leitos de UTI para serem utilizados em emergência e urgência, dados obtidos através dos Hospitais particulares Emec e São Matheus, além do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e da Santa Casa de Misericórdia. Fora desses dados, não foram inclusos os leitos de UTI específicos para Covid-19, e que não podem ser utilizados para outra finalidade.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o cardiologista e coordenador da Santa Casa, Edval Gomes explicou que o atendimento na unidade não funciona como um pronto-socorro e que para os pacientes terem o atendimento no local, é necessário que regulação seja de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ou Policlínica do bairro.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

"A nossa instituição comporta aproximadamente 130 leitos, no qual desse total, 10 leitos são dedicados a Terapia Intensiva, além de mais oito leitos de UTI para pacientes com covid-19. O paciente com qualquer doença aguda aqui no município deve entrar em nosso sistema, através das Unidades de Pronto Atendimento, através das Policlínicas, por exemplo, o indivíduo sentiu-se mal, ele deve procurar a Policlínica para que seja atendido, para que a partir daí, ser transferido para a nossa unidade. Quando esse paciente chega nessa unidade, a função do plantonista é promover a estabilidade dele, e como faz isso? Utilizando medicamentos, dispositivos, estabilizou? Encaminha esse paciente para nossa unidade e a depender do caso dele, é direcionado para a enfermaria ou para a própria UTI", explicou.

De acordo com Edval Gomes, ainda existe um grande déficit de leitos UTI, para atender toda demanda da população.

O coordenador médico e que também é ex-secretário municipal de Saúde, explicou que Feira de Santana precisa de pelo menos mais 50 leitos de UTI, pois o município é uma cidade pólo, recebendo pacientes de outras regiões do estado da Bahia.

"Se nós conseguíssemos criar mais leitos UTI no município, ou seja, mais 50 leitos de Terapia Intensiva, isso ajudaria bastante todo esse processo que a gente enfrenta todos os dias. Mas destaco também que nós somos uma cidade pólo, não existe apenas pacientes de Feira de Santana procurando os serviços de saúde, existem outros municípios e acredito que pelo menos esse quantitativo, ajudaria a mitigar e a reduzir um pouco desse impacto", disse ao Acorda Cidade.

Atualmente, um dos problemas mais enfrentados pelos pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), é a chamada regulação. Ela permite que um paciente seja transferido para outra unidade hospitalar com o objetivo de dar continuidade com o tratamento mais avançado.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

De acordo com o médico Edval Gomes, o grande objetivo desse tipo de sistema é organizar o fluxo, mas quando se percebe que existem limitações e que podem prejudicar o procedimento desta regulação, ações são realizadas na própria unidade de saúde, onde este paciente está para evitar qualquer tipo de complicação.

"O grande objetivo das regulações, é tentar organizar os fluxos, porém quando a gente tem limitações lá na ponta por um atendimento, a regulação gera um problema, claro que a gente pode tentar localmente resolver de duas formas ao mesmo tempo que a gente inclui esse paciente na nossa regulação estadual. A obrigação de cada unidade é tentar resolver individualmente, então muitas vezes pode acontecer: 'Edval estou com um paciente assim', ou então fala com outro colega que está com um paciente grave, como forma de conseguir uma força em outra unidade, mas realizamos o possível e só não é possível quando realmente não há condição nenhuma", alertou.

Para o coordenador, a falta de leitos de UTI não é um problema próprio de Feira de Santana, mas um problema que infelizmente acontece em todos os outros municípios.

"Esse é um problema de todas as cidades em ter uma grande disponibilidade de leitos UTI. A pandemia trouxe um olhar mais atento sobre a importância da UTI e hoje a gente sabe claramente disso, mas até então, a gente tinha poucas vagas, não só em Feira de Santana, mas certamente em todos os outros municípios, uns mais, outros menos, mas esta é uma realidade geral. Espero que com tudo isso que estamos passando, que realmente possamos ter um olhar especial para este tipo de equipamento que é importante, como forma de garantir a vida das pessoas, dando uma segurança para o município e seus habitantes", concluiu.

 

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