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Publicado em 09/06/2021 17h35.

Maio bateu recorde de internações por Covid-19 no Hospital de Campanha de Feira de Santana

De janeiro a maio, 119 pacientes morreram na unidade, que vem registrando altos índices de lotação desde fevereiro
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Maio bateu recorde de internações por Covid-19 no Hospital de Campanha de Feira de Santana
Foto: Paulo José/Acorda Cidade | Hospital de Campanha

Laiane Cruz

O Hospital de Campanha de Feira de Santana, destinado exclusivamente ao tratamento da Covid-19, já admitiu 1.245 pacientes de janeiro a maio deste ano. O número de internações é superior ao registrado entre junho e dezembro de 2020, quando em todo aquele período 539 pessoas deram entrada na unidade.

A informação foi dada hoje (9) pelo diretor da unidade hospitalar, Francisco Mota, durante coletiva de imprensa. Ele detalhou ainda a quantidade de internações mês a mês: em janeiro, 75; fevereiro, 98; março, 164; abril, 177 e maio, 192.

Segundo o diretor, no ano passado, o maior número de internações ocorreu no mês de julho, quando a cidade atingiu o pico da pandemia, com 111 pacientes internados.

Em relação à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de janeiro a maio deste ano, 467 pacientes necessitaram dos leitos. De junho a dezembro de 2020, foram 208. “Novamente nesses primeiros meses do ano superamos os números do ano passado”, salientou.

Em janeiro foram 37 pacientes internados na UTI, fevereiro, 45; março, 66; abril e maio, com 53 casos. “Para se ter uma ideia a gente vem com uma ocupação máxima da UTI desde o dia 26 de fevereiro, e a UTI tem estado lotada quase que todos os dias”, afirmou.

Média de idade

A média de idade dos grupos internados, segundo ele, está atualmente variando entre 50 a 59 anos, que correspondem a 40 entre 45% das internações. “A nossa média de idade da UTI, que no início era acima de 65 anos, hoje já caiu e chegamos a ter uma média de 50 anos. Já tivemos pacientes de 20 anos intubados”, citou.

Óbitos

Em relação aos óbitos ocorridos esse ano, o diretor informou que em janeiro foram registrados 23 mortes no hospital, em fevereiro, 14; março, 27; abril, 26 e em maio ocorreram 29 mortes. “Esse número tem se mantido alto nesses últimos meses, justamente por conta da UTI estar sempre lotada”, justificou.

Altas e transferências

O diretor do Hospital de Campanha explicou ainda que quando a UTI está lotada e tem um paciente na enfermaria que descompensou, pede-se a transferência desse doente. Ele informou então a quantidade de altas e transferências ocorridas no hospital de janeiro a maio, salientando sempre a tendência de elevação dos números.

Janeiro - 64 altas e 4 transferências

Fevereiro - 51 altas e 3 transferências

Março - 137 altas e 4 transferências

Abril - 159 altas e 1 transferência

Maio - 152 altas e 12 transferências

“Em maio tivemos um aumento da saída de pacientes, porém com 12 transferências. O que isso quer dizer é que o número de casos graves têm crescido, justamente porque a gente interna o paciente precocemente, mas quando ele piora e não tem vaga na UTI a gente tem que solicitar a transferência”, explicou.

Conforme o diretor, hoje pela manhã o Hospital de Campanha estava com quase 100% de lotação, com todos os 18 leitos de UTI ocupados e na enfermaria dos 44 leitos, 43 estavam sendo utilizados. Ele credita a alta do número de internações às aglomerações, e teme que elas possam ocorrer também no período do São João.

“Isso infelizmente tem sido uma constante nas últimas semanas, de ocupação máxima, e vamos começar a negar vaga também para leito clínico de enfermaria. A nossa grande preocupação no Hospital de Campanha é com as aglomerações que podem vir a acontecer nesse período de festas juninas. Ano passado a gente não tinha esses leitos ocupados e chegamos ao pico de internações no início de julho, quando tivemos 100% da UTI e 75% da enfermaria ocupados. Nesse momento a gente está com 100% da UTI e 98% da enfermaria ocupada e o único pedido que eu tenho a fazer é não aglomerem, porque infelizmente pode faltar vaga”, conclamou.

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